quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Quando menos é mais


Acredito que fazer menos e melhor é um desafio que muitas pessoas têm encarado quotidianamente. De uma forma ou de outra, estamos sempre em movimento, constantemente ocupados com o mundo exterior.


Nos momentos em que recuperamos a capacidade de auto-observação, nos surpreendemos com nosso comportamento robótico: realizando tarefas pré-programadas como zumbis...

Para não cairmos nesta rede viciada dos afazeres automáticos, Lama Gangchen Rinpoche nos alerta para encararmos o mundo como um grande supermercado, no qual devemos fazer nossas compras no Supermercado dos Bons Pensamentos. A princípio, esta ideia pode parecer o simples jogo do contente, como nos contos infantis de Pollyana. Mas, aqui se trata antes de tudo de uma escolha: como nos queremos relacionar connosco mesmos, com as pessoas e o nosso meio-ambiente? Queremos agir a favor ou contra nosso fluxo de vida?


Naturalmente, a favor! Para tanto, temos que nadar contra o fluxo do Supermercado da Sociedade Moderna que está sempre nos fragmentando ao nos seduzir para comprar mais e fazer mais do que é necessário!Quantas coisas fazemos ao mesmo tempo? Quem não fala no telemóvel enquanto faz alguma outra coisa?


Por exemplo, a ciência nos alerta que quem costuma usar o telemóvel ao volante corre sério risco de provocar ou de sofrer um acidente. Uma pesquisa recente, publicada na revista científica Neuron, mostra que ocorre um "engarrafamento" no cérebro, quando as pessoas tentam realizar duas tarefas simultaneamente. De acordo com os cientistas da Universidade Vanderbilt (EUA) que realizaram o estudo, a actividade cerebral fica mais lenta quando se tenta executar uma segunda tarefa menos de 300 milésimos de segundo depois da primeira. Mas quando as tarefas são realizadas com um segundo de intervalo, não há problema.


Um segundo parece muito pouco, mas quando nossas acções se tornam simultâneas causa este efeito conhecido como "interferência da tarefa dupla": a actividade neurológica faz uma 'fila' onde a resposta neurológica à segunda tarefa é adiada até que a resposta à primeira seja completada. Ou seja, quando fazemos mais de uma tarefa ao mesmo tempo iremos precisar de mais tempo para realizar cada tarefa! Apesar de aparentemente estarmos ganhando tempo ao fazer tarefas simultâneas, estamos perdendo tempo, eficiência e precisão.


Temos que admitir: o nosso cérebro foi concebido para trabalhar com o máximo de eficiência quando se dedica a uma única tarefa e durante períodos de tempo contínuos. O ritmo actual de nossa sociedade já está muito acelerado para ser controlado. Por isso, cabe a cada um de nós saber quando e como não cair nesta rede de eventos simultâneos.


Lama Gangchen Rinpoche em seu livro Autocura NgalSo III (Ed.Gaia) nos aconselha: "Todos nós fazemos compras no supermercado de informações e, por isso, devemos ter cuidado para comprar apenas o que é positivo, benéfico e útil para nosso dia-a-dia e rejeitar todas as informações negativas, venham de onde vierem. As notícias ruins só nos fazem sofrer, ficar cansados e fracos; não precisamos delas. Seguindo as informações negativas, corremos o risco de um dia perder toda a esperança e dilecção na vida".

Se um dia tivemos que nos esforçar para aprender a fazer múltiplas tarefas, hoje o nosso esforço deve ser exactamente o contrário: escolher menos para viver mais!

domingo, 13 de setembro de 2009




Recordando Minha Mãe

- Dedicado a minha Mãe, falecida há muitos ,
muitos anos, quando ainda haviam ermidas em que
os sinos tocavam e os meninos fugiam às Mães... –



Lembras-te Mãezinha
da velha ermidinha em
que de mãos postas, erguidas aos céus,
pedias por mim ?

E da doce imagem
de Nosso Senhor,
onde ias depôr,
ramos de alecrim ?

Lembras-te Mãezinha
das lindas peuguinhas
que tuas mãos de Fada
com tanta ligeireza
bordaram para mim ?

Lembras-te Mãezinha
quando tão doente,
tão triste e contente
quando eu te fugia
chamavas por mim ?

Que saudades, Mãezinha,
Que saudades !


Dos tempos já passados
e dos momentos tão lembrados,
em que em teu regaço
mimalho me deitava
e logo adormecia !

Mansa, a noite caía...
e, enquanto o sininho da ermida
badalava,
a tua voz doente
repetia:

Pai Nosso... Avé Maria !

Agora Mãezinha,
recordo o passado,
que vive para mim.

E rogo a Jesus,
que quando me leve,
me faça voltar...
para junto de Ti !...


Para eu matar...
saudades sem fim !...









Falripas de Minha Mãe – Volume 2

Luis – 2001-03-27

O Guia


Nos momentos cruciais da vida, quando precisamos fazer escolhas realmente importantes, curiosamente percebemos que todo o conhecimento intelectual que acumulamos não nos serve para nada…

Na maior parte das vezes, insistimos em sair destes impasses utilizando velhas fórmulas que foram úteis para outras pessoas, mas que nem sempre se adaptam à nossa individualidade.


Enquanto prosseguirmos confiando mais nas soluções alheias que em nosso próprio interior, dificilmente conseguiremos despertar a sabedoria necessária para sairmos inteiros de uma tempestade existencial.


O primeiro passo é equilibrar as emoções. Para isto, sim, podemos recorrer às inúmeras terapias que temos hoje à disposição. Mas apenas isto não será suficiente. O próximo passo é fortalecer a confiança em nosso próprio guia, pois somente ele será capaz de nos apontar, a cada momento, qual o caminho mais acertado. Confiança é a palavra chave, pois sem ela continuaremos duvidando do que nos aponta a intuição, o único e verdadeiro mestre que devemos seguir.


"Sua cabeça, sua mente, tem sido dirigida de muitas maneiras, por muitas pessoas. Não houve nenhuma má intenção. Seus pais amaram você, seus professores amaram você, sua sociedade quis que você fosse alguém. Suas intenções foram boas, mas seu entendimento era pequeno. Eles esqueceram que você não pode conseguir fazer a margarida tornar-se uma rosa, ou vice-versa.


Tudo o que você pode fazer é ajudar as rosas a crescerem maiores, mais coloridas, mais perfumadas. Você pode dar todas as químicas necessárias para transformar a cor e o perfume - o adubo que é necessário, o solo certo, a irrigação certa na hora certa - mas você não pode fazer a roseira produzir a flor de lótus.


E, se você começar dando a ideia para a roseira, "Vocês têm que se tornar flores de lótus" - e é claro que as flores de lótus são belas e grandes - você está dando um condicionamento errado que ajudará somente para que esta roseira nunca esteja pronta para produzir flores de lótus; e ela não produzirá nem mesmo rosas, porque, de onde ela obterá a energia para produzir rosas? E quando não houver nem lótus, nem rosas, é claro que esta pobre roseira se sentirá completamente vazia, frustrada, estéril, sem valor.


E isto é o que está acontecendo para os seres humanos. Com todas as boas intenções, as pessoas estão controlando sua mente. Em uma sociedade melhor, com mais entendimento das pessoas, ninguém o mudará. Todo mundo o ajudará a ser você mesmo - e ser você mesmo é a coisa mais valiosa do mundo. Ser você mesmo lhe dará tudo o que você necessita para sentir-se pleno, tudo o que pode fazer sua vida significante. Apenas sendo você mesmo e crescendo de acordo com sua natureza, trará a realização do seu destino.


Então, o desejo não é mau, mas tem se movido na direcção dos objectos errados. E você tem de estar ciente para não ser manipulado por ninguém. De qualquer maneira, as intenções deles são boas. Você tem que se salvar a si mesmo de muitas pessoas bem intencionadas, os benfeitores, que o estão constantemente aconselhando para ser isto, ser aquilo. Ouça-os, agradeça-lhes, eles não têm intenção de lhe causar algum dano, mas dano é o que lhe acontece. Ouça apenas o seu próprio coração - é o seu único professor.


Na jornada real da vida, a sua própria intuição é a sua única professora...

A Intuição é dada por sua própria natureza. Você tem seu guia dentro de si.


Com apenas um pouco de coragem, você nunca sentirá que é inadequado. Você pode não se tornar o presidente do país, você pode não se tornar um primeiro ministro, você pode não se tornar Henry Ford, mas não há necessidade. Você pode tornar-se um belo cantor, você pode tornar-se um belo pintor. E não importa o que você faça...


O que importa é aquilo que está desfrutando do que está fazendo, que está colocando todas as suas energias dentro daquilo, que não quer ser ninguém mais; que isto é o que você quer ser. Que concorde com a natureza que a parte que é dada para actuar neste drama é a parte certa, e você não está pronto para mudá-la mesmo como um presidente ou um imperador.


Esta é a riqueza real. Este é o poder real.


Se todo mundo crescer para ser ele mesmo, você encontrará toda a terra preenchida com pessoas poderosas, de tremenda força, inteligência, compreensão e realização, uma alegria que elas têm ao vir para casa". OSHO - The Transmission of the Lamp

33º Aniversário do Grupo Coral Amigos do Barreiro

O Grupo Coral «Amigos do Barreiro» em desfile

O grupo Coral Alentejano "AMIGOS DO BARREIRO" organizou no passado dia 12 de Setembro uma tarde de Cante Alentejano.

Esta sessão integrada nas comemorações do seu 33º Aaniversário, realizou-se no Barreiro, no Alto Seixalinho, a partir das 16,30 H, com a presença dos seguintes Grupos Corais Alentejanos:

-GRUPO CORAL "AMIGOS DO BARREIRO"
-GRUPO CORAL "OS CAMPONESES DE VALE VARGO"-
-GRUPO CORAL FEMININO "BRISAS DO GUADIANA" DE MÉRTOLA
-GRUPO INSTRUMENTAL DE S.ANDRÉ
-GRUPO CORAL POLIFÓNICO DO ALTO SEIXALINHO

O rabino e o ninho vazio


Perguntaram a um rabino: quando começa a vida?

E ele respondeu: a vida começa quando os filhos saem de casa e o cachorro morre!

Adoro essa história, fico até imaginando o sorriso malicioso do rabino sábio e a perplexidade do aprendiz!Boa parte dos meus amigos está na fase "ninho vazio", remexendo lá no fundinho para ver o que sobra debaixo da palha... e eu fico pensando: OK, a gente entende a questão dos filhos, mas por que o cachorro?

Hoje, passeando com o Fire, esse pastor Alemão, que nasceu há uma dezena de anos, tão brilhante que a gente brinca como dois meninos pequeninos, percebi o que o rabino queria dizer.Ritmo! Essa é a palavra! Ritmo!

Desde que nascemos seguimos um padrão mais ou menos previsível, aprendemos a caminhar, a andar de bicicleta, a lidar com os espinhos, com os corações partidos, destacamos os nossos «diplomas», ficamos orgulhosos com o primeiro emprego, com o segundo, o terceiro; comemoramos o salário melhor, descobrimos o outro, casamos, temos filhos que precisam aprender a caminhar, a andar de bicicleta, têm que fazer lição de casa, jogar afinal para o seu «diploma» e cair no mundo... e é mais ou menos por aí que eles saem de casa, levando nossos hábitos, nossas certezas, enfiando uma nota final, dissonante, naquela sinfonia tão familiar de movimentos... De repente, eles se vão, e os allegros e os prestíssimos fazem falta, a pausa no lugar dos passos do minueto alucinado que eles nos faziam dançar, incomoda. E a vida perde o ritmo...

É aí que entra o cachorro. Fui caminhar com o Fire ontem, e na semana passada.

Dois ensaios desajeitados, mais por desencargo de consciência do que por prazer. Foi o bastante para hoje ela vir cobrar a minha presença na dança do dia. Quer dançar? Preguiça... Vamos, vá? E abana o rabo, convincente.Lá sou eu arrastado para a rua, pensando que os cachorros, como os bebês e os filhos, são grandes criadores de ritmos. Sem sequer nos darmos conta inteiramente de "como foi que aconteceu", um dia nos vemos irresistivelmente seduzidos, puxados pela mão ou pela trela, rodopiando por harmonias ora simples ora dissonantes, nota, pausa, intervalo, nota, pausa... bravo!!!!

Confortavelmente instalados atrás do carrinho de bebê, do triciclo, da bicicleta de rodinha, do primeiro carro, do rabo que abana, da trela que puxa, a gente se deixa levar pelo ritmo deles e se engana pensando que somos nós os maestros. Ao contrário, são eles que marcam os compassos da nossa vida e vamos extraindo daqui e dali acordes simples, de notas rápidas, apressadas, até mesmo daqueles movimentos em que estamos afinal sós, bem longe deles...

Um dia eles se vão e o mundo fica silencioso. Dá uma saudade danada, mesmo dos momentos de adágios e andantes, largos e lentos.

Desajeitamos...

Mas não é justamente no silêncio que nascem todos os ritmos? O próximo acorde, não brota da pausa? E aí, quase sem sentir, você se pega tamborilando na mesa ou marcando um ritmo com os pés no chão, olha para frente, reconhece o parceiro antigo da primeira dança, do primeiro baile. Percebe então que a vida acabou de começar... o rabino, como sempre acontece com os rabinos das histórias, tinha razão!

sábado, 12 de setembro de 2009

Os «Amigos do Alentejo» nas Festas 2009 da Nossa Senhora da Piedade (Almada)

O Grupo Coral Etnográfico «Amigos do Alentejo», em desfile

Sob a costumada organização conjunta da Paróquia da Cova da Piedade e da Junta de Freguesia da Cova da Piedade e com os apoios da Câmara Municipal de Almada e do Comércio Local, estão a decorrer desde 11 de Setembro e vão prolongar-se até ao dia 13 de Setembro, as Festas em Honra da Padroeira da Cova da Piedade: Nossa Senhora da Piedade.

No dia 11 (Sexta), as festas iniciaram-se com uma sessão de Música Ambiente no Coreto do Jardim local, seguidas da Banda da SFUAP, e prolongaram-se pela noite com Animação Infantil, a atracção musical José Malhoa e suas bailarinase encerraram com um baile no Pavilhão da SFUAP.;

No dia 12 (Sábado), a partir das 17h de novo Música Ambiente e à noite para além da atracção musical «Boggie Nights»: Banda de Oldies/Covers de Música dos Anos 50/60, está previsto o Baile com o «Duo Abacate»;

No dia 13 (Domingo), o dia inicia-se com a Celebração das Cerimónias Eucarísticas na Igreja Matriz a partir das 8,30h da manhã. À tarde, pelas 16h, no Palco do Coreto do Jardim, teremos a actuação do Grupo Coral Etnográfico «Os Amigos do Alentejo» do CRFeijó.

A partir das 17,30h realiza-se a muito concorrida Procissão em Honra de Nossa Senhora da Piedade, acompanhada pela Banda da Sociedade Filarmónica União Arrentelense.

Pelas 19h, no final da Procissão, a Celebração Eucarística Festiva na Igreja Matriz.

As festividades terminarão com Música Ambiente e a habitual Música ao vivo com Baile prlo grupo «Companhia Limitada».

Naturalmente, que estas festas, que se celebram desde há muitos anos, são muito concorridas e animadas com as respectivas tendas onde se pode comprar de tudo um pouco, fortemente assinaladas pela «toada» Alentejana, dado os milhares de Alentejanos aqui residentes (Almada).

O GRUPO CORAL, “MARGENS DO ROXO”, DE ERVIDEL, ALJUSTREL, ORGANIZA O IX ENCONTRO DE GRUPOS CORAIS ALENTEJANOS

Grupo Coral «Margens do Roxo», fundado em 1998

O GRUPO CORAL, “MARGENS DO ROXO”, DE ERVIDEL, ALJUSTREL, VAI ORGANIZAR O IX ENCONTRO DE GRUPOS CORAIS ALENTEJANOS NO DIA 12 DE SETEMBRO

Com Desfile e Actuação em Palco, neste evento cultural vão participar os seguintes Grupos Corais:
- Grupo Coral “Amigas do Campo”, Faro do Alentejo;
- Grupo Coral da Casa do Povo da Salvada;
- Grupo Coral e Etnográfico, “Os Trabalhadores”, Ferreira do Alentejo;
- Grupo Coral, “Os Mineiros”, de Aljustrel;
- Grupo Coral “Flores da Primavera, de Ervidel;
- Grupo Coral, “Margens do Roxo”, de Ervidel