quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Convite dos Poetas Almadenses


Sábado, dia 24 de Outubro: mais uma sessão mensal de Poesia Vadia.



Este mais um Convite recebido, para um convívio de Poesia Vadia, aberto a todos e relaizada no Café Lebistro em Almada (Rua Capitão Leitão).

Para mais detalhes, consultar o Blog abaixo indicado:


quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Alqueva - Voos altos para a pista de ultraleves do Grande Lago



A região do Grande Lago de Alqueva já inaugurou uma pista para aviões ultraleves situada junto à localidade de Campinho, no concelho de Reguengos de Monsaraz, Évora.

A pista, em terra batida, já foi certificada pelo Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) e resulta de uma iniciativa da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz e da Junta de Freguesia de Campinho.

Com 400 metros de comprimento por 15 metros de largura, o Campo de Voo de Campinho, junto à localidade do mesmo nome, nas imediações da albufeira de Alqueva, vai poder ser utilizado por aviões ultraleves, paramotores e autogiros, assim como para actividades de aeromodelismo.

«Esta pista de utilidade pública cumpre todas as normas de segurança em vigor e existe um protocolo com os bombeiros voluntários que viabiliza a permanência no local de uma viatura de intervenção rápida de primeiros socorros», disse o vice-presidente do município, José Calixto.

O autarca, eleito para presidir à câmara municipal no próximo mandato, destacou ainda a importância desta infra-estrutura, em termos turísticos, para o concelho e para a própria região de Alqueva.

«A pista poderá trazer benefícios a nível turístico, pois, é a única infra-estrutura deste género legalizada junto ao Grande Lago e possibilita a realização de passeios aéreos na magnífica paisagem da albufeira, encontros de aviadores de várias modalidades e festivais aéreos e cursos na categoria de ultraleves», enumerou.

O presidente do Pólo de Desenvolvimento Turístico de Alqueva, Francisco Chalaça, sustentou que o Campo de Voo enriquece a panóplia de actividades turísticas que o Grande Lago veio possibilitar.

«Qualquer infra-estrutura como esta, além de ser ela própria um atractivo para a actividade turística, facilita a mobilidade no território e é útil para o desenvolvimento do turismo», disse.

Francisco Chalaça sublinhou ainda que «o que diferencia este destino turístico é, precisamente, a albufeira, pelo que, além dos atractivos já existentes, como as actividades náuticas, é importante esta nova aposta, que «facilita os passeios aéreos sobre a albufeira».

Ao longo do fim-de-semana, realizam-se várias actividades, como demonstrações de aeromodelismo e exibições de paramotores, com passagem pela vila medieval de Monsaraz e pela Aldeia da Luz.

Os espectadores poderão ainda fazer baptismos de voo em ultraleves e assistir a exibições do CriCri, o mais pequeno bimotor do mundo e ultraleve da classe, de um planador, que vai descolar do Aeródromo Municipal de Évora e aterrar na pista do Campinho, e do RV, um avião experimental.




Palavras-chave: alqueva ; alentejo

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Recordando minha avó



Minhas Primeiras Lições

- Criar o que jamais veremos, eis a Poesia... –

Como ainda recordo, minha Avó,
o meu primeiro livro de leitura,
e as primeiras lições que recebi !
Mimoso, eterno legado
que me viera de Ti !
A mais saudosa lembrança,
do meu passado risonho
de criança !

No cantinho da cozinha,
uma aula improvisaste.
Ainda não estavas velhinha
como quando me deixaste !...
Tempos que não voltam mais !

No quintal a pardalada,
chilreava em ar de festa !
Vinha, de fora, o perfume
dos trigais e da giesta.
Ao que a vida se resume !...

Tinha meia dúzia de anos
(meia dúzia de brinquedos)
sentavas-me em tua frente
e sempre com gestos lêdos
afagavas docemente,
os meus lindos cabelos...

Abrias, sobre os joelhos,
a « Cartilha Maternal »
(um dos melhores evangelhos)

eu hesitava... depois,
ia rezando contigo minha Avó:
- « B e A – BÁ; B e O – BÓ...»

E com vontade, estudando,
fui aprendendo e sonhando
saber mais e muito mais...
pouco tempo decorrido,
«papagueava» a meus pais:
- « Este livro é do Luis...»

Era um «homem»... já sabia !
beijos, abraços... sei lá !...
Ai, como tudo se perde !

E até li, já no final,
essas páginas de luz,
que encerram o belo poema
desse poeta genial:
« Andava um dia,
em pequenino,
nos arredores da Nazaré,
o Deus Menino,
o Bom Jesus...»


Só o que nunca aprendi
(a «Cartilha» não rezava,
e Tu nunca mo disseste...)
É que houvesse gente escrava
de outra gente...
Nem sonhava, francamente,
que existissem vis tiranos,
senhores de um poder profundo,
que fazem correr no mundo,
rios de sangue entre os humanos !

Julgava que em todo o homem
( foi assim que me ensinaste )
existisse um São José
bondoso, sereno e franco,
que passeava o Menino,
à tarde, pelos arredores
da lendária Nazaré !
Poderia lá supôr
que a vida fosse um barranco
tão difícil de transpôr !...


Ai, nunca, nunca pensei
que a minha infância morria,
que o meu destino mudava,
e que para sempre Te perdia !
Que a minha vista cansava,
ceguinha de tanto ler,
numa existência perdida,
o livro falso da Vida,
sem nunca o compreender !

Ai, nunca, nunca pensava !...

E quanto mais prosseguia,
nesse cântico divino,
uma suave harmonia,
tão doce e estranha, invadia
o meu sentir de menino !
Tão real, que aos olhos meus,
surgiam os vastos Céus,
e Jesus, brincando, via !...

E não estranho, já se vê,
que se operasse a maravilha...
pois se até o próprio autor
da «Cartilha»
era... de Deus !...

E aquelas letrinhas de oiro,
de tão mágica sedução,
eram estrelas candentes
a oscilarem, perdidas,
no céu da minha ilusão !
E quando me disseste que «sabia»,
nova estrela raiou naquele dia !

Beijaste-me, então muito,
minha Avó,
cheia de orgulho e de afecto,
de com teu parco saber,
teres sido Tu a primeira
professora do teu neto.


E assim aprendi a ler !

Que bom que eu nunca crescesse,
que outro livro mais não lesse
que esse tesouro de infância !


Agora, desiludido,
sabendo que nada sei,
do mundo perdida a crença...
Sinto uma saudade imensa
dos meus sonhos a mil !
Daquela ingénua ignorância,
dos tempos em que era «rei»
do meu domínio infantil !

Ai como tudo se perde !

Como ainda recordo, minha Avó,
as primeiras lições que recebi !...


Mas a morte, que tudo arrebata,
Não arrebatará este meu canto !

Porque eu nunca o deixarei, minha Avó.




Falripas de meus Avós
Luis – 2001-03-27

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O RAFEIRO ALENTEJANO NA FEIRA DE CASTRO


O Rafeiro do Alentejo homenageado na Feira de Castro.
Presença habitual nas planícies alentejanas desde tempos imemoráveis, o Rafeiro do Alentejo vai ser homenageado durante a edição de 2009 da secular Feira de Castro.

A iniciativa pertence à Associação de Criadores do Rafeiro do Alentejo (ACRA), com a colaboração com a Câmara de Castro Verde, e vai ter lugar no dia 18 de Outubro, às 14h30, na Praça da República da vila.

O Rafeiro do Alentejo é uma raça de cão oriundo de Portugal. O Rafeiro do Alentejo é um cão de guarda, e o seu nome refere-se à sua área de origem, Alentejo, ao Sul de Portugal.

Aparência:
O Rafeiro é um cão grande, pesando em média 47.5 kg (104.5 lb) e medindo 73 cm (28.7 in). A sua cabeça é do tupo de um urso. Os seus olhos são escuros As suas orelhas são de tamanho médio e pendentes.

Temperamento:
Movimenta-se vagarosamente, com um ar majestoso e apresentando normalmente uma expressão calma.
Não é o tipo de cão recomendado para principiantes, requerendo um treino muito específico, por forma a se tornarem sociáveis.
São uns excelentes guardadores de gado, casa e família que sabem ter sob a sua protecção. Não são agressivos e protegem muito bem as crianças.
Historial:
O Rafeiro do Alentejo é oriundo da Ásia Central, desconhecendo-se a sua chegada à Península Ibérica. Hoje em dia o Rafeiro do Alentejo é usado especialmente como cão de guarda e de companhia.

Saúde:Não se registam problemas específicos ou anormais no Rafeiro do Alentejo.



Planície a Cantar em Castro Verde


PLANICIE A CANTAR, FEIRA DE CASTRO 2009, DESFILE DE GRUPOS CORAIS QUE VÃO PERPETUANDO A TRADIÇÃO DO CANTE ALENTEJANO, HOMENAGEANDO O HOMEM, A TERRA E O CANTE.

DIA 17 DE OUTUBRO, PELAS 16H


Tal como em anos anteriores, com excepção do ano passado, quando o desfile teve de ser interrompido devido à chuva, os corais partem da Rua D. Afonso em direcção à Praça da Liberdade, onde actuarão no palco-estrado, entoando as belas Modas Alentejanas, num desfile de homenagem à terra e ao trabalho.

Os Grupos Corais participantes neste ano são:

Ausentes do Alentejo (Palmela)

As Camponesas de Castro Verde

«As Ceifeiras» de Entradas

«Trabalhadores» de Montoito

»Os Cardadores» da Sete

Os «Amigos do Barreiro»

Coral Alentejano «O Sobreiro» (Baixa da Banheira)

Coral «Ateneu Mourense»

Coral da «Casa do Povo de Serpa»

Mineiros de Aljustrel

Vozes de Casével


A FEIRA DE CASTRO, nos próximos dias 17 e 18 de Outubro é ainda o lugar privilegiado para o cante ao baldão, a viola campaniça e o cante alentejano. Nos vários dias que durava a Feira cantava-se e tocava-se, a qualquer hora, nas tabernas da vila, nas tendas de comes e bebes, na corredoura e, quando a noite caía, nas esquinas e recantos da feira, onde se formavam ajuntamentos para ouvir os cantadores ou tocadores mais afamados pois muitos dos feirantes nem se deitavam para dormir. Estes lugares que o mundo rural alimentou eram o palco anual desta cultura e saberes populares.Mas se desapareceu o ambiente e os lugares que davam vida real a estas tão ricas e genuinamente populares expressões artisticas, não desapareceu a memória do povo e de muitos intérpretes e cultores que hoje, em novos lugares da Feira, felizmente as continuam a cultivar,


(in «Casa-das-Primas» e «MODA»)

O Meu Deus É Poeta !...



O meu Deus é poeta.
Porque o poeta é
o que melhor sabe
expressar em palavras,
os sentimentos mais profundos
e escondidos do mundo.

E o meu Deus se fez palavra.
Uma palavra tão clara,
tão sugestiva e tão nova,
que é a poesia.

Uma palavra que o mundo
esperava desde sempre.
Uma palavra que disse tudo.
Uma palavra que é inédita.
Uma palavra que assombra!

O meu Deus É uma poesia nova,
porque Cria o que canta.
Os outros poetas cantam o que sonham
o que amam, o que quiçá,
nunca acontecerá...


A poesia do meu Deus É um milagre:
«Anda, levanta-te!»:
é um verso de amanhecer,
mas um verso criador
porque a criança morta,
voltou à vida.

«Este é o meu corpo!»:
é um verso do entardecer,
mas desde então
Deus É do Mundo,
e O podemos comer.

«Os teus pecados serão perdoados!»:
é um verso no coração da noite,

mas desde então,
a neve aparece em todas as estações...

«Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso!»:
é um verso para além do tempo,

e desde então,
o infinito e o eterno,
correm pelo nosso sangue,
alimentando a nossa esperança.

O meu Deus é poeta
porque Sabe dizer as coisas
mais difíceis e mais assombrosas,
com a doce naturalidade
de uma criança.

O meu Deus é poeta
porque Sabe encher de luz
o mais sombrio.
Porque Sabe dar calor
ao mais frio.
Porque Sabe desenhar a esperança,
até no muro sujo da vergonha.

O meu Deus é poeta
porque Faz vibrar quando toca.
Porque Sabe fazer o milagre,
do que apenas merecia um verso:
até a miséria.

O meu Deus poeta recolheu,
em Seus olhos,
na Sua passagem pela terra,
toda a poesia...
escondida, nela, nas coisas e nos homens.
Por isso o Seu olhar,
está coberto de poesia.

Por isso não existe um verso,
que Ele não tenha escrito,
recitado ou sentido.
Até este !


E o meu Deus segue sendo,
a poesia eterna,
porque segue sendo,
a palavra sonora ou silenciosa.
Ele segue sendo
no coração dos homens,
O grande julgador da história.

O meu Deus segue sendo poeta
porque Nele não há mais que:
beleza, sensibilidade, ternura,
inteligência, profecia e paixão,
por tudo aquilo que Ele é.

Todo o poeta verdadeiro é de algum modo
um revolucionário,
porque escava, com arte,
no fundo das coisas
e as águas alvoroçam-se,
e gritam a sua sujidade escondida.

Por isso O meu Deus
É o verdadeiro revolucionário
da história.

Por isso a Sua poesia,
é sempre actual e viva.
Por isso os Seus versos,
são sempre um despertar,
um empurrão, um alarme.

É difícil O meu Deus poeta,
O meu Deus revolucionário,
O meu Deus sensível,
Para quantos pensam Nele
em termos matemáticos,
para quem não O concebe,
enamorado das coisas tangíveis,
para quem prefira um Deus mudo,
impenetrável, impassível.


Mas O meu Deus será sempre poeta,
poeta do infinito
e poeta da terra,

da minha terra,
da minha pobre terra,
da minha doce terra.

O meu Deus É sensível
a toda a vibração
de poesia viva,
de carne e sangue,
humana.

O meu Deus É a poesia
feita pessoa.


O meu Deus É a inspiração
de todo o ser vivo
a quem faz chegar
a cada instante,
essa palavra misteriosa
que o faz viver,
e que lhe recorda que
a vida não é absurda.

Por tudo isto...
- «O meu Deus É poeta!»




Falripas do Meu Deus – Volume 1

Luis –2002-11-07

Viola Campaniça no Auditório do Clube GBES



Vai o CLUBE GBES – Grupo Cultural e Desportivo dos Trabalhadores do Grupo Banco Espirito Santo levar a efeito no próximo dia 18 de Outubro (Domingo) às 16 horas um evento no nosso auditório, sito na Rua D. Luis I, nr. 27 em Santos – Lisboa (paralela com a Av. 24 de Julho), ao qual foi dado o título de


CONVERSAS COM MÚSICA
EM TORNO DA VIOLA CAMPANIÇA

Teremos connosco o jovem Pedro Mestre e o mestre Manuel Bento, ambos de Castro Verde, os quais irão fazer com que passemos uma bela tarde de música e conversa ouvindo os belos trinados da viola campaniça tão bem tocada por estes dois nossos convidados e amigos e também falando sobre ela, para o que desde já o convidamos e agradecemos faça a respectiva divulgação no seu “site”, para o que, em anexo, lhe enviamos a respectiva divulgação.

Aproveitamos para informar que a entrada é livre e poderá convidar os amigos e familiares que entender.

Os nossos agradecimentos em nome do CLUBE GBES.


José Esteves – CLUBE GBES
BANCO ESPÍRITO SANTO
LISBOA
Tef. 213136671 – TM 965867857
jfesteves@bes.pt / Ext. 212671