quinta-feira, 12 de novembro de 2009

34º Aniversário do Grupo Coral Alentejano das Paivas



ENCONTRO DE CANTE ALENTEJANO, NO 34º ANIVERSÁRIO DO GRUPO CORAL DAS PAIVAS (AMORA-SEIXAL), NO DIA 14 DE NOVEMBRO.


O Encontro de Cante realiza-se na sede do Grupo, a partir das 15 horas, no Centro Cultural e Desportivo das Paivas, Rua D. Leonor, nas PAIVAS, f reguesia da AMORA (SEIXAL).

O GRUPO CORAL ALENTEJANO E OPERÁRIO DAS PAIVAS foi fundado em 1975, e é um dos primeiros Grupos Corais alentejanos criado após o 25 de Abril na Região da Grande Lisboa.



ROGRAMA DO ENCONTRO

Grupo Coral Feminino "As Atabuas" de S. Marcos da Atabueira

Grupo Coral das Autarquias do Seixal

Grupo Coral de Tires

Grupo Coral Instrumental Norte Sul

Grupo Coral Operário Alentejano Do C.C.D.Paivas


Nota: para mais detalhes sobre as actuações dos Grupos Corais Alentejanos, faça click em: MODA

Gala do Cante Alentejano e do Fado na Cuba



O GRUPO CORAL "CEIFEIROS DE CUBA" PROMOVEU UMA "GALA DO CANTE E DO FADO", NO PASSADO SÁBADO DIA 7 DE NOVEMBRO, PELAS 21,30H, NO SALÃO DOS BOMBEIROS VOL. DE CUBA

Esta Gala inseriu-se na CAMPANHA DE ANGARIAÇÃO DE FUNDOS que o Grupo "CEIFEIROS DE CUBA" está a promover para recuperar e remodelar a sua Sede.


PROGRAMA DO ESPECTÁCULO


21,30H
CANTE
GRUPO CORAL "CEIFEIROS DE CUBA"
GRUPO CORAL "OS ALENTEJANOS" DA DAMAIA

22,OOH
FADOS
GUITARRISTA: Luis Ribeiro
VIOLA : Jaime Martins
FADISTAS: Rosa Rato
Carlos Madureira
Cristõvão Gordo (Nóni)
Domingos Rocha


Nota: para mais detalhes sobre os Grupos Corais Alentejanos e suas actividades, consulte o site da MODA, fazendo click abaixo:

Máquina conquista terreno na colheita de azeitona


«Azeitona/tenta tanto a passarada/vêm nuvens do estrangeiro/voando ligeiro/de pena riscada» (in Moda Alentejana: «Levantou-se o Povo inteiro) - Luis


A colheita de azeitona, que se faz por esta altura do ano, está cada vez mais mecanizada. A força do Homem está a ser substituída nas três principais regiões produtoras de azeitona do país, Trás-os-Montes, Alentejo e Beira Interior, por braços metálicos. A máquina faz num dia o trabalho de 20 pessoas. No entanto, há ainda quem resista à tecnologia e dê primazia ao método tradicional.
Café Portugal terça-feira, 10 de Novembro de 2009


O campo coberto de lonas e o restolhar das varas que fazem cair as azeitonas é um cenário cada vez mais raro nos olivais portugueses. De Norte a Sul do país o trabalho do Homem está a ser substituído pelas máquinas na apanha da azeitona. A falta de mão-de-obra e os custos a ela associados estão na origem desta mudança. Uma máquina vibradora multi-direccional faz, num dia, o mesmo trabalho de 20 pessoas.

O presidente da Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTAD), António Branco, considera que o olival da região está 50% mecanizado, sendo a outra metade trabalhada ainda de modo tradicional. O mesmo responsável explica que «os métodos tradicionais de tratamento foram ultrapassados e que, os novos olivais, já obedecem a uma métrica sete por sete e uma poda diferente que permite aumentar a mecanização do sector olivícola transmontano».

O equilíbrio entre Homem e máquinas verifica-se também no Alentejo. Aqui nos «cerca de 165 mil hectares de olival» que se estima existirem na região, «há muita colheita mista, com máquinas e trabalhadores», comenta Henrique Herculano, do Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo (CEPAAL).

O mês de Novembro é também sinónimo de férias para quem vive nas zonas urbanas. Por estes dias, há muita gente que ruma para o interior, de onde é original, para participar na colheita da azeitona que os familiares ainda possuem. Manuel Pires, carteiro em Lisboa, é um exemplo. Todos os anos parte para Malpica do Tejo, em Castelo Branco, onde se juntam com os demais familiares. Numa propriedade que engloba 200 oliveiras, cinco membros da família de Manuel Pires reúnem-se manhã cedo e estendem os panais, coberturas que rodeiam as oliveiras, onde caiem as azeitonas. «Há quem use máquinas, nós ainda fazemos tudo manualmente», conta Maria Sena, a proprietária do olival. Com os escadotes, cada qual vai atirando ao chão as azeitonas, sendo que «cada oliveira ocupa meia-hora a 45 minutos».

«Esta ainda é uma fonte de rendimento importante», diz Maria Sena.

Igual situação vive, no Alentejo, Francisco Manuel, que «vareja» oliveiras desde os «16, 17 anos». Francisco admite a dureza do ofício, mas confessa que é ainda o ganha-pão da família.




Nota: faça click na palavra-chave à sua escolha para poder ter acesso às regiões indicadas


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

A Lição da Semente



- Toma a tua enxada, homem;
transforma a terra em pão
e a angústia em Paz,
da que trazes no coração !

De que te serve o orgulho,
riqueza, vã glória, fama
se no termo da jornada,
só te resta pó e lama ?


Diante da perplexidade dos ouvintes, falou Jesus convincente:
- Em verdade, é muito difícil vencer os aflitivos cuidados da vida humana. Para onde se voltem os nossos olhos, encontramos a guerra, a incompreensão, a injustiça e o sofrimento. No Templo, que é o Lar do Senhor, comparecem o orgulho e a vaidade nos ricos, o ódio e a revolta nos pobres. Nem sempre é possível trazer o coração limpo e puro como seria de desejar, porque há espinheiros, lamaçais e serpentes que nos rodeiam. Entretanto, a ideia do Reino Divino é assim como a semente minúscula do trigo. Quase imperceptível é lançada à terra, suportando-lhe o peso e os detritos, mas, se germina, a pressão e as impurezas do solo não lhe paralisam a marcha. Atravessa o chão escuro e, embora dele retire, em grande parte, o alimento, o seu impulso de procurar a luz de cima é dominante. Desde então, haja sol ou chuva, faça dia ou noite, trabalha sem cessar no próprio crescimento e, nessa ânsia de subir, frutifica para o bem de todos. O aprendiz que sentiu a felicidade do avivamento interior que ocorre à semente de trigo, observa que longas raízes o prendem às inibições terrestres... Sabe que a maldade e a suspeita lhe rondam os passos, que a dor é ameaça constante; todavia, experimenta, acima de tudo, o impulso da ascensão e não mais consegue deter-se.
Age constantemente na esfera de que se fez peregrino, em favor do bem geral. Não encontra seduções irresistíveis nas flores da jornada.
O reencontro com a Divindade, de que se reconhece venturoso herdeiro, constitui-lhe objectivo imutável e não mais descansa, na marcha, como se uma luz consumidora e ardente lhe torturasse o coração. Sem perceber, produz frutos de esperança, bondade, amor e salvação, porque jamais recua para contar os benefícios de que se fez instrumento fiel. A visão do Pai é a
preocupação obcecante que lhe vibra na alma de filho saudoso.

O Mestre silenciou por momentos e concluiu:

- Em razão disso, ainda que o discípulo guarde os pés encarcerados no lodo da Terra, o trabalho infatigável do bem, no lugar em que se encontra, é o traço indiscutível da sua elevação. Conheceremos as árvores pelos frutos e identificamos o operário do Céu pelos serviços em que se exprime.

Nessa altura Pedro interferiu perguntando:
- Senhor, que dizer, então, daqueles que conhecem os sagrados princípios da Caridade e os não praticam ?

Esboçou Jesus manifesta satisfação no olhar e elucidou:

- Esses, Simão, representam sementes que dormem, apesar de projectadas no seio dadivoso da Terra. Guardarão consigo preciosos valores do Céu, mas jazem inúteis por muito tempo. Estejamos porém, convictos de que os aguaceiros e furacões passarão por elas, renovando-lhes a posição no solo, e elas germinarão, vitoriosas, um dia. Nos campos do Nosso Pai, há milhões de almas assim, aguardando as tempestades renovadoras da experiência, para que se dirijam à glória do futuro. Auxiliemo-las com amor e prossigamos, por nossa vez, olhando em frente !

Em seguida, ante o silêncio de todos, Jesus abençoou a pequena assembleia familiar e partiu...

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A Boneca Partida


Foi no caminho de Betânia
que Jesus sentado estava,
numa pedra à beira rio
o Monte das Oliveiras fitava.

Com Seu olhar calmo e triste
envolto na claridade do fim do dia,
Seu momento final se aproximava
e isso Ele bem o sabia...

Sim, Ele sabia que em breve
o caminho do calvário o esperava,
p’ra que as Escrituras se cumprissem
como previsto, palavra a palavra...

Seu esp'irito estava pronto
Seu coração apertado sentia,
numa profunda tristeza,
que Seu sacrifício não aproveitaria.

Contudo uma infinita doçura havia
no Seu olhar que seguia o rio,
e foi então que viu uma pequenita
que caminhando distraída O não viu.

Devagar e de braços pendentes,
numa mão uma boneca de barro,
grossas lágrimas lhe corriam
como um rio, p’los olhos ardentes

- Choras por se ter quebrado tua boneca?
O bom Jesus lhe perguntou.
- Vem, talvez Eu possa ajudar-te...
Conta-me pequenina, o que se passou!?


Surpreendida a pobre pequenita
recuou de pronto assustada,
apertando forte contra o peito,
a sua pobre boneca quebrada.

Mas, ao ver a luz de imensa bondade
irradiante d’Aquele olhar desconhecido
aproximou-se, mostrando já confiante,
a boneca de barro de braço partido.

Caiu no chão e quebrou-se...
disse a menina, em voz lacrimosa
- Não sei o que hei de fazer...
E o seu rosto iluminou-se.


Teria oito anos, ou talvez nove,
numa face magra e pálida,
dois olhos brilhavam
límpidos e tristes, na tarde cálida.

- Não tens outra boneca ?...
perguntou-lhe docemente Jesus.
- Não tenho...sempre tive só esta
outra não desejo, nem me seduz!

- Deu-ma meu pai, quando doente
meu pai, era oleiro e já morreu !

- Morreu?
- Morreu, levou-o a febre...
hoje rezo por ele, que está no Céu !


Jesus tinha pegado na boneca
que com seus dedos acariciou.
A menina silenciosa o observava
e foi então que murmurou:

- Rabi... Tu és o Rabi...
Por que razão me chamas assim ?
- Tu és Jesus de Nazaré, o Mestre
Poderás fazer um milagre p’ra mim?


- Podes curar a minha boneca ?
Sim, eu sei que Tu podes, Rabi!

- Escuta filha ... tua Fé é simples,
Como tu o és, nasceu em ti !


- Só Deus é bom, são d’Ele os milagres
que dizem feitos por mim ...
Os milagres são uma prova ...
Mas a verdadeira Fé, escuta, é assim...


- Se plantares de uma roseira um pé,
tu não sabes como, mas rosas nascem,
porque o acreditas, ainda que o não entendas
assim tu chegarás à verdadeira Fé !


-É preciso acreditar mesmo quando se não sabe
ou quando ainda não há entendimento.
Eu vou consertar a tua boneca partida,
e será como das rosas o nascimento !

Enquanto falava Jesus apanhou
algum barro húmido do chão,
e o braço da boneca moldou,
colocando-o onde estava então.

A menina O olhava com espanto
Sorrindo, p’ra boneca e p’ro Rabi.
Agora vai...- disse Jesus sorrindo,
vem perto a noite, e esperam por ti !


- Mas, a boneca não volta a partir-se?
Talvez minha filha... e eu não estarei aqui,
mas se te lembrares do que Eu te disse
e se tiveres Fé, continuarei perto de ti !


Apertando a boneca contra o peito,
sorrindo e fitando Jesus,
dizendo adeus abalou,
quase correndo, no fulgor da luz.

Pouco tempo depois chegaram,
os dias sombrios, contam os Evangelhos
a traição e os que O crucificaram,
a morte no calvário... os factos já velhos.

E foram ainda de bondade e perdão
as Suas palavras antes de morrer...
«Perdoai-lhes, Senhor, que eles
não sabem o que fazem...»

Estava escrito, tinha que acontecer !

Tinha morrido Aquele que trouxera
ao mundo a mensagem divina
a mensagem de amor e de esperança
Aquele que tudo vê, tudo sabe...
e tudo de bom ensina !

Toda a sua curta vida pregara
o esquecer das injúrias, o perdão
A tolerância, a paz, a bondade,
o entendimento, a compreensão.

Morreu às mãos daqueles que no tempo
alimentavam ideias de ódio, não de amor.
De fanatismo, vingança soberba, maldade,
não de humildade, a que Ele deu valor.

E, tal como Ele já nessa tarde triste sabia,
outros homens depois viriam,
que continuariam a ser injustos e soberbos,
intolerantes, maus... que se não amariam...

Tinham decorrido dois anos.
na casa pobre da viúva do oleiro
a menina a quem consertara a boneca,
olhava-a com tristeza, o dia inteiro.

Um golpe de vento fizera cair
aquela tosca figurinha de barro,
quebrando-a, deixou-a sem cabeça
sem um suporte, um agarro.

A menina tinha agora onze anos
vivos, a mesma limpidez,
a mesma expressão calma e triste
mas irradiando esperança, outra vez.

Diante da porta um pé de roseira floria, olhos
em botões ainda não desabrochados,
mas donde saía já um perfume discreto
Estávamos em Abril... nos meados.

E a menina murmurou, baixinho:
- Eu recordo as tuas belas palavras,
Rabi de olhar doce. Plantei a roseira,
ela já deu as rosas de que me falavas.


- Eu lembro-me do que me disseste...
que continuarias perto de mim,
quando a boneca voltasse algum dia
a partir-se...
Sinto-te a meu lado Rabi !

- Sinto, sei que Tu me ouves...
E vê, a boneca está de novo partida...
E num murmúrio balbuciante dizia:
- Jesus ! Por favor dá-lhe vida !...

Era ao anoitecer e as sombras subiam
vagarosamente em volta da gente,
a casa era frouxamente iluminada,
por uma antiga candeia de azeite.

Lá fora, nas árvores do poiso próximo,
um rouxinol começou a cantar,
nos seus gorjeios uma estranha melodia
diferente das outras noites se fez soar.

Era uma melodia alegre e suave,
que a lâmpada de azeite fez brilhar
num intenso clarão tão estranho,
que a pequenita fez despertar.

E a pequenita repetiu então:
A boneca está outra vez partida,
Rabi compassivo e bom...
Sei que me ouvis-te... dá-lhe vida !

Sobre a pedra da chaminé,
A boneca estava de novo inteira ...






Falripas da Minha Catequese – Volume 1

Luis – 2001-04-05


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Executivo da Câmara de Almodôvar


No passado dia 24 de Outubro, teve lugar a cerimónia de tomada de posse do executivo da Câmara Municipal e Assembleia Municipal de Almodôvar. A sessão solene aconteceu na sala de sessões do edificio dos Paços do Concelho pelas 11h, muito concorrida, ao que nos contam.

Tratando-se de uma Câmara que desde sempre tem dado um incondicional aos Grupos Corais Alentejanos em Almada, nomeadamente aos Amigos do Alentejo e às Cantadeiras da Alma Alentejana, não quisemos deixar passar em branco este registo.

Para todos os membros eleitos, na pessoa da Vereadora Srª D. Silvia Baptista, responsável pelos pelouros de Cultura, Educação e Acção Social o nosso reconhecimento pela colaboração prestada e os desejos de uma continuidade de mandato igualmente apreciado. Não podemos esquecer que a esta estimada Senhora, ainda por cima não Alentejana, se deve muito de tudo o que se tem feito em prol do desenvolvimento cultural na região, nomeadamente ao conseguir a aceitação do nosso Governo, para o reconhecimento e introdução do ensino nas Escolas Primárias locais, do Cante Alentejano, coordenado pelo jovem Pedro Mestre, de todos bem conhecido e também apreciado.

Entretanto, aos que por ali puderem passar, sugerimos uma visita à Exposição de Memórias Fotográficas, em curso

Ansiedade, expectativas e decepções...


A vida acontece quando estamos prontos. Quanta ansiedade, quantas expectativas, quantas decepções geramos na vida! Quantas vezes nos decepcionamos com coisas e situações que acontecem no nosso quotidiano! Quantas e a troco de quê?

Há dias, falando com um amigo, ele me disse em desabafo que estava farto de tantas decepções em sua vida. Era a traição da namorada, a incompreensão da família, a falsidade no trabalho, pois tinha um excelente cargo e um promissor plano de crescimento na empresa em que trabalhava, mas por motivo de doença teve de se afastar por um tempo e um colega assumiu o seu posto. Tempos depois perdeu o cargo e o emprego e nada mais dava certo em sua vida. Simplesmente, o chão onde pisava desapareceu.

Como bom amigo, fui logo falando francamente, na expectativa de poder consolá-lo. Mas me assustei quando ele me olhou com os olhos vermelhos e esbugalhados e com o dedo em riste, respondeu:- Quem você pensa que é para me dar conselhos?

Que decepção ouvir isso de um amigo, ainda mais de um amigo que eu gostaria de ajudar naquele momento tão difícil da sua vida. Mesmo assim, me esforcei e relevei a sua rudeza. O nosso maior aprisionamento vem da ansiedade e da expectativa! Comecei explicando-lhe que os maiores aprisionamentos espirituais são pela ansiedade, pelas expectativas, pelas emoções negativas como mágoas, raivas, rancores, rejeição, abandono, ódio, etc. Quando nos libertamos dessas emoções, tomamos consciência de nós mesmos, do nosso valor, da responsabilidade com as nossas escolhas, da consciência de que somos os únicos responsáveis pela nossa luz e pelas nossas sombras. Por isso, quando nos centramos, equilibramos e respeitamos os nossos valores e as nossas razões. Conseguimos ver para além das aparências, além das ilusões emocionais, e tudo acaba acontecendo como que por encanto.

Por incrível que pareça, a ansiedade e as expectativas são responsáveis pela nossa ignorância e pelos atrasos dos acontecimentos. Quando nos libertamos da ansiedade e das expectativas, tudo acontece.

Quando nos libertamos da ansiedade e das expectativas, irrompem os acontecimentos. A vida realmente é muito sábia, extraordinariamente sábia! Somente quando tomamos consciência e nos libertamos é que a energia se aproxima e gera os contactos para que fortaleçamos os nossos sentimentos, a nossa tomada de consciência, a nossa percepção, reforçando de forma definitiva os nossos posicionamentos.

Na maioria das vezes, ficamos presos numa ansiedade e expectativa em relação aos acontecimentos mais marcantes em nossas vidas, aguardando que algo aconteça. Ficamos presos, amarrados numa situação que nos desgasta e nos empurra para a decepção. A decisão acertada para nos libertarmos dessa situação é deixar acontecer!

Já imaginaram plantar uma semente e ficar sentado olhando para o vaso, aguardando que a plantinha apareça à superfície da terra?

Ora, é a mesma coisa. Haja paciência! Plante a semente e esqueça. Vá cuidar de outros afazeres, pois num belo dia, quando menos se espera, uma planta brotará linda e formosa. E se a semente estiver estragada e não vingar, não se decepcione. Plante outra e mais uma e tantas outras que certamente algumas brotarão!

Então, você saberá: controle a ansiedade, acabe com as expectativas e não haverá decepções.

A vida acontece somente quando estamos prontos!