quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Cantadeiras, Cavaquinhos e Sevilhanas da Alma Alentejana no Monte de Caparica




É já dia 20 De Novembro (Sexta), a partir das 18h no Clube Raposense (Banática - Monte de Caparica), que as Cantadeiras, os Cavaquinhos e as Sevilhanas da Alma Alentejana irão abrilhantar o Aniversário da Junta de Freguesia de Caparica.

Numa tarde que, à semelhança dos anos anteriores se espera bem animada, o Alentejo vai mais uma vez estar presente entioando algumas das suas mais belas e populares Modas Alentejanas:
1) O Alentejo não tem fim (num Poema de Euclides Cavaco)
2) Alentejo como eu te adoro (num Poema de Rosa Dias9
3) Terra Mãe do Bom Coração (num Poema de Manuel Martins
4) Venham ver o Alentejo
5) Ó Alqueva
6) Ceifeiros de Alba (Lorca)

Difembaquia 3 - Outras opiniões







Fazendo click na ligação acima, encontraremos mais detalhes sobre esta planta, com destaque para a sua eventual «toxicidade», facto que parece uma constante nas várias espécies anteriormente aqui referidas, ainda que mais evidentes em algumas, devido à presença no seu suco do «oxalato de cálcio» (e outros, segundo alguns estudiosos), principal responsável pela danificação dos tecidos da pele e intoxicações graves nos sistemas orgânicos principais - neste ponto as várias opiniões registadas parecem ser unânimes sobre os efeitos tóxicos desta planta que se encontra por todo o mundo espalhada pelos átrios dos hóteis e em nossas casas.

Não sendo pois motivo para alarmismo, é recomendada em geral uma atenção especial na parte da jardinagem, sempre que se trate de ter que se expôr ao contacto directo do suco desta planta, sendo requerida uma atenção especial, nomeadamente por parte das crianças mais pequenas, que têm tendência a colocar tudo na boca, e os animais.

Na hiper-ligação acima indicada, no que se refere à «toxicidade» desta planta é referido:

« Contém muito «oxalato de cálcio» que danifica os tecidos da pele por contacto. Provoca vómitos, inflamações e até pedras no rim. É de registar que os «oxalatos de cálcio e magnésio» são um dos principais componentes das ditas «plantas venenosas», grupo em que esta se inclui.

Os «sintomas» apresentados são ampolas na pele semelhantes a úlceras e, em contacto com os olhos causam perdas de visão. O seu «tratamento» (idêntico para todos os casos de uso de «plantas venenosas») requer uma atenção médica imediata, que passa por lavagens ao estômago, provocação de vómitos e respiração assistida».
Aproveitei para recolher outras opiniões nos vários Portais que a Net nos oferece, onde de uma forma geral a «toxicidade» desta planta é reconhecida; registei até alguns testemunhos de casos ditos concretos de experiências mais ou menos graves e dolorosas passadas com algumas pessoas; mas também encontrei um registo que diz tratar-se da «patranha do século». Será? O juízo de tal/tais informação/informações, fica ao critério de cada um - o aviso, esse, aqui fica.
Naturalmente que o critério de acreditar ou não na «toxicidade» desta planta cabe a cada um - por sinal até ontem vi duas destas plantas à venda do Fórum de Almada por 16 Euros, lindas, «lindas de morrer»... o que eventualmente até se aplica bem neste caso...

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Difembaquia 2 - (continuação) na Wikipédia


Nota: antes da leitura deste artigo, sugerimos que leia primeiro o artigo anterior: «Difembaquia 1 - Início».

No seguimento do artigo prévio sobre a «toxicidade» desta planta tão comum em nossas casas, vejamos o que nos é cedido pela enciclopédia Wikipédia:


Dieffenbachia Schott é um género de origem neotropical, pertencente à família das Araceae, englobando cerca de 135 espécies de plantas herbáceas perenes, conhecido pelas suas folhas variegadas. Várias espécies deste género são populares como plantas de decoração interior, dada a beleza das suas folhas e a sua tolerância ao ensombramento, podendo sobreviver em lugares com muito baixa luminosidade e elevada secura do ar. A espécie mais utilizada é a Dieffenbachia picta Schott (sinónimo de Dieffenbachia seguine (Jacq.) Schott), mais conhecida por Comigo-ninguém-pode (pt-br) ou Difenbáquia (pt-pt). O nome do género homenageia Ernst Dieffenbach (1811 - 1855), um naturalista alemão, tradutor da obra de Charles Darwin, com o qual se correspondia.
Características
Género composto por plantas herbáceas, perenes, com caules grossos, algo suculentos, e folhas alternas, geralmente lanceoladas a obovadas, com marcas brancas ou amareladas formando padrões simétricos em relação à sua linha mediana. O variegado das folhas pode variar, acentuando-se nas folhas mais velhas. Os pecíolos são longos, com uma bainha que cobre parte do caule.
As flores são nuas, agrupando-se em espádices construídas em torno de um eixo engrossada, em geral curto. As espatas são em geral brancas, muitas vezes esverdeadas, com porções que podem ser amareladas.
Muitas espécies deste género possuem como material ergástico nalgumas células do caule e das folhas longos feixes de cristais aciculares de oxalato de cálcio monohidratado designados por ráfides. Estas células são alongadas e funcionam como protecção contra o ataque por herbívoros.
Os ráfides de oxalato de cálcio presentes nas folhas de Dieffenbachia seguine, uma espécie típica do género, aparecem em duas formas: (1) pequenos ráfides com 10 a 20 μm de comprimento e cerca de 1 μm de diâmetro; e (2) ráfides com 130 a 150 μm de comprimento e cerca de 3 μm. Os ráfides têm pontas aceradas em ambos os extremos e estão contidos em células alongadas dispersa aleatoriamente pelos tecidos das folhas e da superfície do caule, das quais são expelidos pelos extremos quando a célula é comprimida.
Associados aos ráfides estão por vezes presentes compostos que potenciam a reacção alérgica, como a proteínase dumbcaina, os quais quando injectados nas microperfurações cutâneas feitas pelos ráfides, provocam dor intensa, comichão ou ardor, em geral acompanhados por edema.
Toxicidade
As células do caule e folhas das plantas deste género contém cristais aciculares de oxalato de cálcio chamados ráfides. Se as partes da planta que contém ráfides forem ingeridas, os cristais perfuram as mucosas, causando ardor na boca e garganta.
Do ataque mecânico em geral resulta inflamação e o desencadear dos mecanismos de resposta imunitária, levando à formação de edema, que pode ser severo, o qual em humanos em geral leva à perda temporária da voz. Daí que estas plantas recebam no sul dos Estados Unidos da América, onde são comuns, o nome de dumb-cane (cana-do-mudo). O inchaço pode ser fatal se levar ao bloqueio dos canais respiratórios.
Esta capacidade da ingestão irritar as mucosas foi utilizada como forma de punir os escravos, em cuja boca eram colocadas folhas de Dieffenbachia. Estão descritos numerosos acidentes domésticos, envolvendo bebés e crianças muito jovens, resultantes da ingestão ou simples introdução na boca de folhas de plantas decorativas do género Dieffenbachia, por vezes tendo levado à morte por edema da glote. A mesma situação está descrita para gatos domésticos que adquiriram o hábito de roer plantas.
Espécies e variedades
O género Dieffenbachia Schott tem aproximadamente 135 espécies, a maioria das quais ocorrendo na América do Sul e Central. Os maiores centros de diversidade do género situam-se na Colômbia (37 espécies), Equador (34), Peru (30), Brasil (27), Panamá (20) e Costa Rica (13). Ocorrem 26 espécies na América Central. Apenas algumas espécies podem ser consideradas como de larga distribuição, entre elas Dieffenbachia seguine (Jacq.) Schott, cuja ocorrência se estende das Caraíbas ao Brasil.
Entre muitas outras, citam-se as seguintes espécies:
Dieffenbachia aurantiaca Engl.
Dieffenbachia beachiana Croat & Grayum
Dieffenbachia burgeri Croat & Grayum
Dieffenbachia concinna Croat & Grayum
Dieffenbachia copensis Croat
Dieffenbachia crebripistillata Croat
Dieffenbachia davidsei Croat & Grayum
Dieffenbachia fortunensis Croat
Dieffenbachia fosteri Croat
Dieffenbachia galdamesiae Croat
Dieffenbachia grayumii Croat,
Dieffenbachia hammelii Croat & Grayum
Dieffenbachia harlingii
Dieffenbachia horichii Croat & Grayum
Dieffenbachia isthmia Croat
Dieffenbachia killipii Croat
Dieffenbachia longispatha Engl. & K. Krause
Dieffenbachia longivaginata
Dieffenbachia lutheri Croat
Dieffenbachia macrophylla Poepp.
Dieffenbachia nitidipetiolata Croat
Dieffenbachia obscurinervia Croat
Dieffenbachia oerstedtii Schott
Dieffenbachia paludicola N.E. Br.
Dieffenbachia panamensis Croat
Dieffenbachia parvifolia
Dieffenbachia pittieri Engl. & K. Krause
Dieffenbachia seguine (Jacq.) Schott
Dieffenbachia standleyi Croat
Dieffenbachia tonduzii Croat & Grayum
Dieffenbachia wendlandii Schott
Dada a sua popularidade como planta ornamental, foram desenvolvidas múltiplas variedades e cultivares, tornando complexa a sua identificação. Os taxa mais conhecidos como ornamentais são os seguintes:
Espécies:
Dieffenbachia bowmanni
Dieffenbachia amoena hort. ex L. Gentil
Dieffenbachia bausei hort. Chiswick
Dieffenbachia hilo hort.
Dieffenbachia macrophylla Poepp.
Dieffenbachia rebecca hort.
Dieffenbachia seguine (Jacq.) Schott (sinonimia taxonómica: Dieffenbachia maculata; Dieffenbachia picta)
Variedades
Dieffenbachia 'Alfredo'
Dieffenbachia 'Aurora'
Dieffenbachia 'Bali Hai'
Dieffenbachia 'Exotica'
Dieffenbachia 'Star Light'
Referências
Croat, Thomas B., Revision of Dieffenbachia (Araceae) of Mexico, Central America, and the West Indies, in Annals of the Missouri Botanical Garden: Vol. 91, No. 4, pp. 668–772
Nota: poderá fazendo click em todas as «hiper-ligações» (sublinhados a azul) ver detalhes sobre a palavra assinalada. Poderá ainda na ligações abaixo analisar muitos mais detalhes sobre esta Planta.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Difembaquia (1) - Início



De um amigo recebi um mail sobre uma «Planta (dita) Venenosa», que vemos na maioria das casas e à venda na maioria dos locais. Acontece que o «Mundo das Plantas» sempre me fascinou, desde que me conheço, por ser o «reino» com que melhor me identifico e onde tenho algumas das minhas melhores amigas (há quem diga que falo com elas e eu direi que não, antes pelo contrário, eu só procuro responder às questões que elas interminavelmente me colocam). Vai daí, achei por bem iniciar uma «Etiqueta» subordinada a este tema, até por constatar que, mesmo até a nível da Internet, as informações de utilidade são muito poucas e pouco concisas.


Ora numa primeira abordagem irei colocar aqui a informação constante no mail recebido, a que irei juntando informações complementares noutros dias. Até lá, os Vossos «comentários» e eventuais conhecimentos adicionais sobre este assunto, serão bem-vindos: Ora vamos lá então:


(Início de citação)
VIVIENDO CON EL ENEMIGO: DIFFEMBACCHIA CAMILA. URGENTE
Saudação cordial:
Nunca este meio foi tão necessário para enviar uma mensagem tão urgente quanto esta, embora, por vezes, se possa pensar que existe alarmismo desnecessário.



Esta história é verdadeira e passou-se com um familiar meu, na semana passada...
Peço que a divulguem....
Esta planta tão linda que vemos na foto, chama-se difembaquia da variedade camila, que se comercializa como uma formosa planta decorativa, de aparência inofensiva.
Na realidade contém um dos venenos mais tóxicos e poderosos da natureza.
O meu familiar, há quatro dias, estava a regar as plantas do seu escritório e, por um acto irreflectido, levou à boca, durante menos de um segundo, um pequeno pedaço de uma folha de uma difembaquia como a da foto. Imediatamente sentiu o ardor de uma queimadura... correu para o sanitário e, ao ver o seu rosto reflectido no espelho, ficou em pânico por constatar que estava a ficar totalmente roxo. A língua ficou bastante inchada...
Um amigo que estava com ele, levou-o num táxi à Clínica Colombia de Sanitas....


O trajecto, de pouco mais ou menos meia hora, pareceu-lhe uma eternidade... aumentava-lhe a dificuldade em respirar e a dor intensa que sentia nas vias respiratórias era insuportável.
O amigo do meu familiar teve o cuidado de levar um pedaço da planta para a clínica. Ao chegarem atenderam-no de imediato e prestaram-lhe os primeiros socorros através de medicamentos à base de corticóides para atenuar a hiperactividade bronquial e recebeu oxigénio. Foi internado na Unidade de Cuidados Intensivos e os médicos temeram que pudesse não sobreviver a uma paragem cardíaca. Estiveram prestes a entubá-lo. Apesar da rápida assistência, os seus órgãos respiratórios internos sofreram graves lesões... Um dos pulmões começou a colapsar, a parte interior das vias aéreas superiores encheu-se de chagas, a boca de aftas e a dor era tão intensa que nem a morfina o aliviava.
Na UCI permaneceu até sábado.
Os médicos ficaram admirados por ele ter sobrevivido mais de dez minutos ao contacto com a venenosa planta…
Li algo sobre esta planta na internet e só uma página sobre plantas ornamentais indica, de maneira aproximada, qual é o seu nível de toxicidade, que é, na verdade, extremo...
Sabe-se que a seiva leitosa concentrada no talo e junto ao pecíolo da folha, é usada tradicionalmente por indígenas amazónicos para envenenar a ponta dos seus dardos de caça. O simples contacto da mão sobre os olhos após a sua manipulação, produz cegueira temporária. Pode causar a morte de um bebé em pouco menos de dez segundos e normalmente asfixia uma pessoa em pouco menos de vinte minutos... Nunca se deve manipular sem luvas de cabedal ou borracha e sempre com extrema precaução.
A informação disponível na internet trivializa a sua potência letal... Como é tão popular, será conveniente que as pessoas conheçam as suas características naturais para que possam decidir se vale a pena tê-la como ornamento, quando um simples contacto casual, acidental ou provocado pode causar-nos a morte em poucos instantes.
Peço-vos para reenviarem esta mensagem a todos os vossos contactos; podemos salvar alguma vida e em todo o caso, advertimos do perigo da sua presença na nossa companhia.


(fim de citação)



Agora deixo aqui a pergunta: «Que sabem sobre esta planta? Até que ponto deve este aviso tomado em consideração?»

Amanhã continuaremos na abordagem a este tema que me parece de grande utilidade, numa consulta à «Wikipédia»




segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Confiar sem se machucar?


Quase sempre criamos expectativas em nossas relações pessoais, afectivas, familiares. Confiamos, acreditamos, gostamos e muitas vezes nos decepcionamos e nos machucamos. Criamos ilusões diante de quem conhecemos e quando estes têm comportamentos inesperados, o chão de nossa segurança desaparece e nos sentimos ameaçados. Quando isso acontece, muitas vezes custamos a acreditar nos fatos, apesar deles serem reais e estarem à nossa frente. Como defesa para não sentirmos a dor, negamos, fugimos, mas logo a mágoa volta para nos lembrar que fomos enganados, traídos.

Muitas vezes, dependendo do grau do envolvimento, acabamos por confundir a realidade com nossas necessidades e vemos o outro como desejamos que fosse e não como ele se apresenta. Ou seja, com muita facilidade confundimos ideal com real. Claro que outras vezes, o outro faz de tudo para acreditarmos que ele seja como um anjo, mas com o tempo percebemos que estava muito distante disso.

Os principais responsáveis por nossas desilusões somos nós mesmos, pois idealizamos a outra pessoa e, ainda que inconscientemente, projectamos nela a responsabilidade de satisfazer as nossas necessidades. Assim, perdemos a capacidade de discernir a realidade da necessidade e a própria responsabilidade de suprirmos as nossas carências. Se reparar melhor e voltar um pouco ao passado, talvez perceba que foi enganado, na verdade, por ignorar a sua intuição, a sua voz interior, que quase sempre diz: "não vai dar certo, não confie, não vá adiante". Ignoramos os nossos valores como se não fosse correcto confiar em nossa própria voz. E aí nos enganamos e nos machucamos. Isso quer dizer que não devemos acreditar nas pessoas? Devemos acreditar acima de tudo em nós mesmos, e muitas pessoas confiam mais em outras pessoas do que em si próprias e esse não é o melhor caminho. O que devemos evitar é colocar todo o nosso referencial de vida e valores no outro, deixar de viver a própria vida e viver a vida do outro.

Não podemos perder o nosso referencial interno, pois ao mantermos as nossas referências, ficará mais difícil alguém nos decepcionar a ponto de nos perdermos de nós mesmos.

Algumas pessoas sofrem demais, porque na verdade, esperam demais, ou ao menos, esperam que o outro tenha respeito e valores semelhantes aos seus, o que nem sempre acontece. Confiar em alguém nos dias de hoje é algo muito delicado.

Se você se considera uma vítima constante de pessoas assim, não será hora de parar um pouco e repensar sobre os seus próprios valores e a forma de conduzir a própria vida? Ou ainda, não confiar tanto assim? Você pode sofrer por ter sido enganado, mas sofrerá muito mais por se ter deixado enganar. De nada adiantará ficar revoltado, brigar com o mundo, achar que não se deve mais acreditar no ser humano. Mas talvez seja importante para si acreditar acima de tudo em você mesmo.

Lembre-se que quem engana o outro, na verdade, está enganando e fugindo de si próprio. Ou seja, quem "brinca" com os sentimentos de alguém, quem machuca o outro, está desrespeitando antes de tudo a si mesmo, escondendo-se atrás de máscaras por não conseguir suportar os seus intensos conflitos internos. Parece que pessoas assim se esquecem que com o tempo as consequências se podem inverter, tendo efeito bumerangue: vai e volta. Estão tão atentas em como lesar ou prejudicar o outro que nem conseguem perceber o mal que estão causando a si mesmas e nem se dão chance de descobrirem que podem ser muito felizes sem ser preciso machucar alguém.

Em qualquer relacionamento, e independentemente do tempo que se mantenha, podemos ouvir o que nos dizem, entender o que pensam, ou melhor, dizem pensar, mas dificilmente saberemos o que realmente sentem. Se até os nossos próprios sentimentos nos fogem ao controle, imagine o que o outro sente.

Amizade, cumplicidade, ética, responsabilidade, comprometimento, respeito, são valores hoje muito difíceis de serem encontrados.Talvez por isso, seja tão importante valorizarmos aqueles que nos são caros, que mostram coerência entre o que sentem, fazem e falam. E mais importante ainda, é valorizarmos a nossa intuição, que muitas vezes nos diz para não seguirmos adiante, mas ignoramos e seguimos em frente e depois nos decepcionamos, não só com o outro, mas também com nós mesmos. Por isso, observe mais, fale menos e tenha a certeza que para alguém ser especial para você e participar da sua vida, deve respeitar ao outro como a si mesmo o que, infelizmente, poucos conseguem. Por tudo isso, confie acima de tudo em si mesmo! E no máximo em uma folha de papel em branco, se quiser desabafar. E lembre-se do escreveu Jean Paul Sartre: "Não importa o que fizeram connosco, o que importa é aquilo que fazemos com o que fizeram de nós".

O Cante de Almodôvar na Casa do Alentejo



O CANTE DE ALMODÔVAR NA CASA DO ALENTEJO, NO PRÓXIMO SÁBADO, DIA 21 DE NOVEMBRO, A PARTIR DAS 15,30H

A actuação integra-se numa sessão cultural organizada por um Grupo de Almodovarenses, residentes na Grande Lisboa.


Actuam os Grupos "VOZES DE ALMODÔVAR" E "CEIFEIRAS DA SEMBLANA".

sábado, 14 de novembro de 2009

Madalena


- Disse-lhe Jesus: Maria !
Ela, voltando-se, disse-lhe: Mestre ! -
João: 20-16

Dos factos mais significativos do Evangelho, a primeira visita de Jesus, na ressurreição, é daqueles que convidam à meditação substanciosa e acurada.
Por que razões profundas deixaria o Divino Mestre tantas figuras mais próximas da sua vida, para surgir aos olhos de Madalena, em primeiro lugar ?
Somos naturalmente compelidos a indagar porque não teria aparecido, antes, ao coração abnegado a amoroso que lhe servira de Mãe, ou aos discípulos amados...

Entretanto, o gesto de Jesus é profundamente simbólico em sua essência divina.
Dentre os vultos da Boa-Nova, ninguém fez tanta violência a si mesmo, para seguir o Salvador, como a inesquecível obsidiada de Magdala. Nem mesmo Paulo de Tarso faria tanto, mais tarde, porque a consciência do apóstolo dos gentios era apaixonada pela Lei, mas não pelos vícios.

Madalena, porém, conhecera o fundo amargo dos hábitos difíceis de serem extirpados, amolecera-se ao contacto de entidades perversas, permanência «morta» nas sensações que operam a paralisia da alma. Entretanto, bastou o encontro com o Cristo para abandonar tudo e seguir-lhe os passos, fiel até ao fim, nos actos de negação de si própria e na firme resolução de tomar a cruz que lhe competia no calvário redentor da sua existência angustiosa.
É compreensível que muitos estudantes investiguem a razão pela qual não apareceu o Mestre, primeiramente a Pedro ou a João, a sua Mãe ou aos amigos. Todavia é igualmente razoável reconhecermos que, com o seu gesto inesquecível, Jesus ratificou a lição de que a sua doutrina será para todos os aprendizes e seguidores do código de ouro das vidas transformadas para a glória do bem.

Ninguém, como Maria de Magdala, houvera transformado a sua, à luz do Evangelho redentor.



Falripas de Jesus – Volume 1

Luis – 2001-01-23