
De um amigo recebi um mail sobre uma
«Planta (dita) Venenosa», que vemos na maioria das casas e à venda na maioria dos locais. Acontece que o
«Mundo das Plantas» sempre me fascinou, desde que me conheço, por ser o «
reino» com que melhor me identifico e onde tenho algumas das minhas melhores
amigas (há quem diga que falo com elas e eu direi que não, antes pelo contrário, eu só procuro responder às questões que elas interminavelmente me colocam). Vai daí, achei por bem iniciar uma «
Etiqueta» subordinada a este tema, até por constatar que, mesmo até a nível da
Internet, as informações de utilidade são muito poucas e pouco concisas.
Ora numa primeira abordagem irei colocar aqui a informação constante no mail recebido, a que irei juntando informações complementares noutros dias. Até lá, os Vossos «
comentários» e eventuais conhecimentos adicionais sobre este assunto, serão bem-vindos: Ora vamos lá então:
(Início de citação)
VIVIENDO CON EL ENEMIGO:
DIFFEMBACCHIA CAMILA. URGENTE
Saudação cordial:
Nunca este meio foi tão necessário para enviar uma mensagem tão urgente quanto esta, embora, por vezes, se possa pensar que existe alarmismo desnecessário.
Esta história é verdadeira e passou-se com um familiar meu, na semana passada...
Peço que a divulguem....
Esta planta tão linda que vemos na foto, chama-se
difembaquia da variedade
camila, que se comercializa como uma formosa planta decorativa, de aparência inofensiva.
Na realidade contém um dos venenos mais tóxicos e poderosos da natureza.
O meu familiar, há quatro dias, estava a regar as plantas do seu escritório e, por um acto irreflectido, levou à boca, durante menos de um segundo, um pequeno pedaço de uma folha de uma difembaquia como a da foto. Imediatamente sentiu o ardor de uma queimadura... correu para o sanitário e, ao ver o seu rosto reflectido no espelho, ficou em pânico por constatar que estava a ficar totalmente roxo. A língua ficou bastante inchada...
Um amigo que estava com ele, levou-o num táxi à Clínica Colombia de Sanitas....
O trajecto, de pouco mais ou menos meia hora, pareceu-lhe uma eternidade... aumentava-lhe a dificuldade em respirar e a dor intensa que sentia nas vias respiratórias era insuportável.
O amigo do meu familiar teve o cuidado de levar um pedaço da planta para a clínica. Ao chegarem atenderam-no de imediato e prestaram-lhe os primeiros socorros através de medicamentos à base de
corticóides para atenuar a
hiperactividade bronquial e recebeu oxigénio. Foi internado na Unidade de Cuidados Intensivos e os médicos temeram que pudesse não sobreviver a uma paragem cardíaca. Estiveram prestes a entubá-lo. Apesar da rápida assistência, os seus órgãos respiratórios internos sofreram graves lesões... Um dos pulmões começou a colapsar, a parte interior das vias aéreas superiores encheu-se de chagas, a boca de aftas e a dor era tão intensa que nem a morfina o aliviava.
Na UCI permaneceu até sábado.
Os médicos ficaram admirados por ele ter sobrevivido mais de dez minutos ao contacto com a venenosa planta…
Li algo sobre esta planta na internet e só uma página sobre
plantas ornamentais indica, de maneira aproximada, qual é o seu
nível de toxicidade, que é, na verdade, extremo...
Sabe-se que a seiva leitosa concentrada no talo e junto ao pecíolo da folha, é usada tradicionalmente por indígenas amazónicos para envenenar a ponta dos seus dardos de caça. O simples contacto da mão sobre os olhos após a sua manipulação, produz cegueira temporária. Pode causar a morte de um bebé em pouco menos de dez segundos e normalmente asfixia uma pessoa em pouco menos de vinte minutos... Nunca se deve manipular sem luvas de cabedal ou borracha e sempre com extrema precaução.
A informação disponível na internet trivializa a sua potência letal... Como é tão popular, será conveniente que as pessoas conheçam as suas características naturais para que possam decidir se vale a pena tê-la como ornamento, quando um simples contacto casual, acidental ou provocado pode causar-nos a morte em poucos instantes.
Peço-vos para reenviarem esta mensagem a todos os vossos contactos; podemos salvar alguma vida e em todo o caso, advertimos do perigo da sua presença na nossa companhia.
(fim de citação)Agora deixo aqui a pergunta:
«Que sabem sobre esta planta? Até que ponto deve este aviso tomado em consideração?»
Amanhã continuaremos na abordagem a este tema que me parece de grande utilidade, numa consulta à «Wikipédia»