segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Monsaraz - Presépio em tamanho real já está nas ruas


O tradicional presépio com figuras de tamanho real já anima as ruas da vila alentejana de Monsaraz. Este ano, as figuras vão estar iluminadas durante a noite. O presépio está exposto até 6 de Janeiro.
Café Portugal | quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009

O presépio de rua da vila de Monsaraz, no Alentejo, já está exposto. Pelo 11º ano consecutivo, 40 figuras de tamanho real animam as ruas. O presépio está distribuído pelas artérias até ao Largo do Castelo, local onde se encontra o conjunto principal com a Virgem, S. José e o Menino.

Os Reis Magos, o almocreve, os guardas do castelo, o pastor, a lavadeira, entre muitas outras personagens desta época natalícia atraem milhares de turistas todos os anos. A Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz confessa, ao Café Portugal, que a iniciativa é já um cartaz turístico da vila medieval. « O presépio tem como objectivo a animação da vila medieval durante a quadra natalícia e é uma boa forma de promover Monsaraz», adianta o responsável pelo departamento de comunicação da autarquia, Carlos Manuel Barão.

A mesma fonte assegura, ainda, que «o número de turistas é impossível de contabilizar pois não existem entradas pagas. No entanto, não temos dúvidas que se deslocam a Monsaraz largos milhares de visitantes nesta altura do ano, naturalmente muitos com o objectivo específico de visitar o presépio».

A vila vai ser animada também pelo concerto de Natal a 19 de Dezembro. O Grupo Coral da Freguesia de Monsaraz, o Coro Polifónico da Sociedade Filarmónica Corvalense e o Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa vão entoar canções da quadra.

O presépio de rua em Monsaraz é um projecto artístico da autoria da escultora Teresa Martins. As figuras são grandes estruturas em ferro cobertas por panos de cor crua, impermeabilizados e tratados para o efeito. A exposição termina a 6 de Janeiro.

( em: http://www.cafeportugal.net/pages/noticias_artigo.aspx?id=1468)

Dar expressão ao choupo nas mãos do senhor Albino




A taberna numa rua da aldeia de Portelinha, concelho de Santiago do Cacém é o ganha-pão da família Albino. É ali, num alpendre ensolarado, que nasce na madeira esculpida a arte de Sérgio Albino. Conferir forma a rudes troncos de choupo é um passatempo que o senhor Albino gosta de manter há 14 anos. Um talento que nasceu por acaso.
Sara Pelicano | sábado, 19 de Dezembro de 2009


O mundo rural, charruas, o ataque dos lobos às ovelhas, a lavoura são artefactos e cenas que Sérgio Albino bem conhece e aquelas que gosta de esculpir quando tem um tronco de choupo pronto a talhar. O artesão, de 71 anos, tem na escultura um passatempo. Da taberna que possui na Portelinha, concelho de Santiago do Cacém, tira os rendimentos. Do choupo extrai uma razão uma sorrir.

«A última peça que faço, faço-a com o mesmo gosto com que fiz a primeira. As minhas filhas gostam muito disto. Recebo cartas de longe, devem ir à Internet e sabem», conta. No banco colocado à porta da taberna passa muitas horas do dia talhando a madeira.

As mãos sempre foram um instrumento de trabalho. Contudo, tarde descobriu que elas guardavam em si a capacidade de dar vida a troncos rudes. Deixa o pedaço de cortiça para fazer uma cesta e conta: «Um dia estava a trabalhar no campo, por conta própria. Tirava cortiça e o machado partiu-se. Então fui buscar um pedaço de madeira para fazer um novo. Começou a chover e tive de me abrigar. Olhei para a madeira e pensei: ‘epá isto dava uma charrua!’. Comecei a talhar, a talhar e quando me apercebi tinha feito uma charrua».
Em casa poucos acreditaram que aquela charrua, em ponto pequeno, tinha saído das mãos de Sérgio. Aos poucos, o senhor Albino arriscou continuar a esculpir e a convencer a família e amigos. Hoje, guarda um grande número de peças, únicas, que não quer vender. «Gosto muito disto», afirma em tom de justificação para ficar com tudo o que faz.

Orgulhoso deste saber fazer que descobriu tardiamente (aos 57 anos), como ele mesmo confessa, explica que «nada é feito com máquina eléctrica, é tudo feito à mão. Um pedaço de madeira único. Com lixa, grosa e navalha, vou esculpindo e deitando fora até chegar ao limpo». «Repare», diz Sérgio, «até aos 57 anos, nunca tinha feito nada disto. Gostava muito de ver, mas nunca tinha feito».

As peças deste artesão do litoral alentejano são feitas apenas de madeira. A cortiça aparece, pontualmente, como num chapéu ou numa cesta transportada pelas mulheres do campo. «Mas não gosto muito de trabalhar a cortiça, é mais a madeira», diz.

Há algum tempo atrás teve um jovem a aprender consigo. «Mas olhe, teve de fazer a vida dele. Acho que imigrou», afirma Sérgio. «E as suas filhas?», perguntamos.

«Oh, elas gostam muito disto. Mas isto não dá para mulheres. É preciso muita força», conclui o artesão.

A taberna enche-se de clientes. A mulher precisa de ajuda. Vai então servir o visitante que se abastece das iguarias tradicionais da região, como os enchidos alentejanos.

(em: http://www.cafeportugal.net/pages/sitios_artigo.aspx?id=1476 )


Palavra-chave: alentejo

2010 - Ano regido por Vénus


Ao se aproximar o início do ano de 2010, do nosso calendário ocidental, os astrólogos, com outros esotéricos, procuram oferecer orientações a fim de ajudar as pessoas a entrarem em sintonia com as energias cósmicas que irão prevalecer no ano em questão. Muitos são os métodos usados e todos eles são válidos, consolidados pela tradição esotérica. Por essa razão, existe uma grande liberdade de escolha e cada um irá optar por aquele método, ou aquela previsão que mais lhe agradar intuitivamente. A astrologia, assim como muitas outras ciências, permite várias interpretações que dependem de tradições diferentes. A Astrologia hindu é diferente da chinesa que é diferente da muçulmana que é diferente da ocidental. Mas todas elas têm seu valor pois transmitem conhecimentos milenares de sabedoria e tradição. Por essa razão, todo esse conhecimento é útil para servir de orientação na programação do novo ano. Com a visão da astrologia ocidental, tentarei esclarecer algumas das formas usadas para escolher o Regente do Ano.

Os astrólogos mais esotéricos buscam nos antigos caldeus este conhecimento que é baseado na chamada "Estrela dos Magos", uma estrela de sete pontas onde são colocados o Sol, a Lua e mais cinco planetas (aqueles que são visíveis a olho nu e que eram conhecidos na antiguidade). A seqüência em que são colocados os planetas não é clara, pois não segue a ordem lógica (de afastamento dos planetas em relação ao Sol ou em relação à Terra, por exemplo) e não vamos esclarecê-la neste artigo.

Os Caldeus utilizavam as regências contando o Ano Zero sempre como sendo o Ano regido pelo Sol. E como encontrar o Ano Zero? Simplesmente dividindo o ano em questão pelo número 7 (sete eram os planetas conhecidos e são vistos a olho nu) e obtendo como resultado um número de "sobra". Esta sobra é o numero correspondente ao planeta regente do Ano. Quando a sobra for "zero" teremos então um ano Solar que iniciará novamente um ciclo. O último ano zero foi 2009.
Fazendo esse cálculo, 2010 nos deixa um numero de sobra que é 8 e portanto o regente do ano seria o planeta Vênus.

Vênus será então o regente de 2010. Apesar de Vênus ser chamado de 'pequeno benéfico' ele também, como todos os outros planetas, possui um lado positivo e um lado negativo. Mas vamos primeiro examinar os atributos deste planeta: na Astrologia, Vênus é o planeta que manifesta os atributos de Harmonia e Beleza, e que através dos seus ciclos manifesta a presença da Divindade em todo seu esplendor, especialmente naquilo que é manifestado aos nossos olhos através do esplendor da natureza. Aliás, 'esplendor' é atribuído a Vênus! Todas as civilizações adoravam uma deusa que enaltecia a prosperidade e a beleza da mãe natureza. A Vênus de Terra - em Touro, ou a Vênus de Ar, em Libra, são varias faces da mesma Deusa. Os Maias e Astecas tinham Quetzalcoatl, vista como a deusa do amor, e os gregos veneravam Afrodite, Ishtar os Sumérios e Vênus os romanos. Enfim, cada mitologia traduz uma face dessa misteriosa deusa e a posição deste planeta em nosso mapa manifesta todo nosso potencial na busca da perfeição, do prazer e do amor.

Em astrologia mundial este planeta rege os produtos femininos, os produtos de beleza e de luxo, as manifestações artísticas, as exposições e eventos sociais. Ele rege também as finanças, os bens materiais, o alimento, e os produtos da terra. Sob a regência de Vênus buscaremos o entendimento, os acordos de paz, os tratados, e estaremos mais propensos a dividir nosso pão com os menos favorecidos. Um povo que não tem essa noção não é civilizado! Em 2010, será o lado da Grande Deusa que acabará prevalecendo no mundo inteiro onde teremos destaque de figuras femininas. Os assuntos ligados à saúde e à proteção da mulher serão muito salientados pela mídia e não faltarão eventos de moda, sociais, artísticos que estarão em expansão. O feminino representado por Vênus não é igual ao feminino representado pela Lua: o arquétipo lunar corresponde ao Arcano II do Taro, a Sacerdotisa e Vênus corresponde ao Arcano III, a Imperatriz, dois arquétipos diferentes que enaltecem dois tipos diferentes de energia feminina. Como Saturno estará em trânsito em Libra (signo regido por Vênus) teremos como tema principal do ano vindouro o desenvolvimento da 'responsabilidade social' e aumentarão os casamentos, se firmarão os acordos e tratados, melhorará o intercâmbio cultural e econômico entre os países e será mais fácil sentar à mesa das negociações. Aliás, o campo artístico terá um grande destaque e o luxo e os produtos da moda impulsionarão a economia mundial. As muitas mulheres 'sustento do lar' receberão mais atenção dos governantes e serão votadas leis que as protegerão. Tomara que Vênus em sua regência torne o mundo melhor! Eu acredito que 2010 será um ano mais feliz, apesar das previsões astrológicas mundiais indicarem que não haverá ainda uma diminuição dos conflitos entre países inimigos! Mas, o que fazer, as mulheres precisam ter voz mais ativa até mesmo na política se quiserem reverter essa situação catastrófica onde o mundo se encontra!
Na Cabala, Vênus corresponde à Sefirah de nº 07 - Netzah, chamada de Vitória ou Esplendor. Ela representa psicologicamente a imaginação criadora, a natureza manifestada em nosso planeta e a emoção face à manifestação do amor entre pessoas. Vênus é um planeta magnético, que atrai, por isso tenho sempre a visão da Vênus pintada por Botticelli (pintor renascentista italiano) que a retrai 'saindo das águas'! Sim, Vênus nasce da espuma do mar criada pelo esperma do pai Urano derramado na água de nosso planeta Terra. Esta é visão da Beleza triunfante materializada. A Natureza em sua manifestação é uma obra de arte. O Criador coloca na frente de nossos olhos sua Criação. Também nesta Sefirah encontramos a noção da vitória, de triunfo do belo sobre o feio, do nascimento sobre a morte, da flor sobre as cinzas. Porém, Vênus não é estática ou passiva: ela age, interfere, nutre e acolhe. Lembremos que é somente com muito labor e determinação que colhemos os frutos da terra. Vênus/Netzah dirige nosso instinto básico do prazer, da satisfação.

Graziella Marraccini é astróloga, taróloga, cabalista e estudiosa de ciências ocultas e dirige a Sirius Astrology.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Que é Natal, Mãe Maria ?!...




No minuto em que os nervos se rasgaram
calou-se a voz dos grilos, calou-se a voz
das ondas do mar e o mundo estremeceu
e parou...


Antigamente, conta-me Semião, não havia tropas nem aviões de queimar tudo, a noite aparecia com muitos grilos. À roda da palhota e ao longe. Semião, então menino, largava em riso e gritos pelos sulcos do matope, (1) com todas as crianças da povoação. O pai inventava muitas bebidas e a mãe batucava (2) ao luar do planalto...
Agora Semião não brinca nem ri. Sentado à porta da cubata, deixou os olhos perderem-se no silêncio azulado que paira na floresta. A mão tombou-lhe ao lado da perna e o naco de mandioca, já mordiscado, está prestes a escapulir-se-lhe dos dedos.
Semião pensa que a noite perdeu os grilos, que a mãe e outras mulheres já não fazem batuque, que o pai foi para o mato com a espingarda de matar, que muitas famílias desapareceram inteirinhas, por causa da guerra e das cadeias, que o luar agora só dá para ver os pátios das palhotas sem meninos.
Lá dentro, mãe Maria está sentada na esteira e amamenta a mulatinha que tem no colo.
- Semião, já disse a você p’ra ir no cama !
Semião não responde nem obedece: Pensa com força que está triste.
- Semião, já é noite grande ! Eu estar a dizer a você pr’a vir no cama!
Mãe Maria está zangada. Pode mesmo bater. Mas Semião não se levanta. Apenas roda a carapinha empoeirada e tenta descortinar a ira da mãe.
- Semião ! Por que está você esperando ?
- Eu não quer dormir...
- Tem de vir deitar ! Já é noite grande !
- Mas eu não tem sono, mãe. Eu tá pensando.
Maria faz um gesto de enfado e pergunta:
- Onde foi você di tarde, Semião ?
- No missão.
- Padre branco que disse ?
- Hoje vai nascer menino branco no capim e vai dar carrinho de brincar pr’a todos minino preto...

- Sim, hoje é Natal !
- Que é Natal, mãe Maria ?
- Natal é o dia em que nasce o minino branco no capim. Padre branco não explicou pr’a você ?
- Minino branco não deu a mim carrinho de brincar...
- Mas vai dar manhã. Vai dar a padre branco e, depois, padre branco vai dar a você. Mas padre branco só dá se você for sempre no catequese.
- Então Alá já não presta ?
- Todos presta !...
Suam no trabalho as curvadas bestas
e não são só bestas são homens, Maria.
Corre-se a pontapés os cães na fome dos
dos ossos e não são só cães, são seres
humanos, Maria !


Silêncio...
Semião atira outra vez os olhos grandes para a indecisão azul e negro do horizonte da noite.
- Mãe Maria, eu não importa carrinho de brincar...
- Está triste você, Semião ?
- Sim...
- E porquê ?!
Semião vai responder e volta o rosto, mas as palavras recusam-se a rebentar. Deixa tombar um pouco a fronte pesada, e a mão leva-lhe aos dentes o tubérculo de mandioca.
- Mãe Maria, porque não tem batuque com fogueira ? Eu não importa dessa coisa que traz os branco...
- Semião, vai no cama depressa !... Depressa ! E calado !
Semião arruma o carolo de mandioca, despe o calção roto duma ganga que já não tem cor, põe um pé na esteira de palha e acaba por aninhar-se junto da parede de estascas e capim ressequido.
Mas agora Semião pensa melhor. Recorda branco e gente preto que fugiu no mato, e é muito emocionado com as lágrimas nos olhos que ele me diz:
- Tropa branco vinha no palhota e batia no mãe Maria. No dia em que vinha, tropa mandava sempre Semião brincar lá fora e mãe Maria ficava tempo muito com tropa branco no palhota. Pai não sabia, ele ia cedo no trabalho e só voltava noite grande. Tropa branco muito vinha no palhota de mãe Maria...

O poeta é o que tem a memória límpida
de alguns lugares, onde não foi em data
nenhuma a sua vida....


Foi no outro Natal !...

- Pai gostava maningue (3) de mãe Maria... E mãe Maria deitou de barriga menino mestiço. Pai arranjou espingarda de matar e foi no mato. Nunca mais voltou no casa...
Semião está muito triste... Semião não pode dormir...

Mãe Maria acaba de fechar a porta. Com um sopro apaga o candeeiro, e, logo a seguir, Semião sente-lhe o corpo estendido a seu lado. A escuridão apaga tudo e uma velha manta cobre-os.
Um suspiro, Semião alerta o ouvido. Mãe Maria chora baixinho. Com vergonha. Semião tem fogo ardendo por dentro do peito e da cabeça. Mãe Maria funga o nariz. Semião não trava um desejo súbito de feri-la e diz:
- Eu não importa o carrinho de brincar. Eu quer batuque com fogueira...
Semião ouve um ruído na esteira e encolhe-se, quando uns dedos ásperos se lhe cravam no bracito direito. Vai gritar. As pancadas que, de repente, vibram na porta, sustêm-no. Uma voz ecoa do lado de lá:
- Abre isto !
Mãe Maria levanta-se, acende o candeeiro e escancara a palhota. Entram dois tropas com espingardas de matar. Semião não se mexe. Mãe Maria diz outra vez:
- Semião, vai brincar lá fora você.
- Já não é noite grande, mãe Maria ?...
Semião emerge da manta. Devagar. Olha de relance as rugas furiosas da testa da mãe Maria. Veste-se maquinalmente e procura o pedaço de mandioca, Sai da palhota e volta para a noite...
Pensa:
- Eu não importa carrinho de brincar. Natal é bom com bibida, com batuque e com fogueira. Quando vai acabar esse tropa branco ? Quando pai há-de vir do mato e deitar fora espingarda de matar ?...

(1) Matope: lama
(2) Batucava: dançar ao som do batuque (tambor)
(3) Maningue: muito



Falripas de África – Volume 2

Luis – 2001-11-25

5º Aniversário das Cantadeiras da Alma Alentejana



As Cantadeiras da Alma Alentejana em Almodôvar com o Coral Masculino do Orfeão do Porto e o Grupo Musical «Rastolhice».


Aí está, chegámos ao dia, é hoje, a celebração do 5º Aniversário das Cantadeiras da Alma Alentejana, com um Almoço a celebrar nas instalações da Alma Alentejana no Laranjeiro. Presentes os convidados das entidades oficiais locais e representantes de grupos musicais amigos: Amigos do Alentejo, Diversos do Alentejo, Trio Sabóia, entre outros.
A destacar a presença da Casa do Alentejo na pessoa do seu Presidente e amigo Sr João Proença.

O tempo não permitiu esta referência aqui mais cedo, dado a «maratona» de Cantes Natalícios em que as Cantadeiras têm andado: ontem pela manhã no Mercado do Laranjeiro e à tarde na Paróquia da Ameixoeira.

Segue-se o retorno à actividade a partir de 4 de Janeiro, numa outra «maratona», esta a das Janeiras. Um bom Natal a todos.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

As Cantadeiras da Alma Alentejana no Natal dos Sem abrigo em Lisboa


Da «Comunidade Vida e Paz» as Cantadeiras da Alma Alentejana receberam o Convite que se segue, o qual aceitaram de bom grado, indo estar presentes na Universidade de Lisboa, para uma actuação marcada para as 20horas.

Exmo(s) Sr.(s)
ARTISTAS
Refª. /Natal/09 Lisboa, 21 de Setembro de 2009

Assunto: 21ª Festa de Natal com os Sem-Abrigo 2009

É com imenso prazer que lhe vimos comunicar que a 21ª Festa de Natal com os Sem-Abrigo, organizada pela Comunidade Vida e Paz se realizará nos próximos dias 18, 19 e 20 de Dezembro na Universidade de Lisboa – Cantina 1.

A Comunidade Vida e Paz actua junto de cerca de 480 Sem-Abrigo (média diária) durante todo o ano, com três equipas de rua que operam simultaneamente nas noites de Lisboa. Estas equipas são compostas por um corpo de voluntários de mais de 440 pessoas que, além das 28.800 sandes e 1.920 litros de leite, distribuem uma palavra de apoio e encorajamento a entrar no nosso programa de tratamento e reinserção e assim transformar o seu comportamento e atitude perante a vida. Ao longo dos nossos 20 anos de existência – que comemoramos este ano – mudámos a vida de 1.600 pessoas, ao que juntamos as vidas dos seus familiares e dos voluntários que catalisaram tão fantásticas transformações.

Este evento recebe mais de 2.500 pessoas ao longo de três dias, tendo uma significativa cobertura mediática e consequente impacto na opinião pública. Contudo, a sua realização depende muito da boa-vontade de benfeitores, patronos e voluntários para colmatar o défice de recursos resultante da escassez dos apoios estatais face à nossa vontade de fazer cada vez mais e melhor no acolhimento e reinserção dos Sem-Abrigo na sociedade portuguesa.

Seria fantástico poder contar com o seu talento entre os artistas que brilharão no palco gentilmente cedido e gerido pela Gulbenkian – a sua presença ajudará concerteza a trazer a atenção que tão valoroso evento merece!

Brevemente daremos seguimento a esta carta a fim de – esperamos – podermos ajustar o evento à sua disponibilidade. Teremos igualmente todo o prazer em esclarecer quaisquer dúvidas que tenha via o endereço de e-mail
espectaculos.cvpnatal@gmail.com .

Muitíssimo gratos pela atenção, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos,

O Coordenador do Evento O Presidente da Direcção

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José Lopes Jorge Santos
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Junto a este Convite foi recebido uma Ficha de Inscrição, como segue:

Ficha DE CONFIRMAÇÃO a devolver devidamente preenchida

FESTADE NATAL DOS SEM ABRIGO DE LISBOA - 18 / 19 / 20 DEZ / 2009

INSTITUIÇÃO:__Alma Alentejana___________________________________________

Dia e hora de actuação: _18___ de Dez. - pelas ___20____ h

Nome do grupo ou individual: Grupo Coral «Cantadeiras da Alma Alentejana»

nº de elementos que irão estar a actuar em palco: 20

Suporte musical (cd ou outro): não requerido

Microfones com tripé ou de mão: 4 com tripé e 1 de mão

Microfones de palco para instrumentos musicais: não requerido

Nome e telefone do responsável: D. Nazaré Avó – 919046872 ou Joaquim Avó -919084424

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As Cantadeiras da Alma Alentejana irão animar esta Noite Natalícia dos Sem Abrigo, com os Cantes Natalícios:

1) Somos da Terra do Pão
2) Ai que Noite tão Serena!
3) O Menino Jesus (Elvas)
4) O Menino Jesus (Évora)
5) Uma Estrela se foi Pôr


Para além deste Cantes Natalícios as Cantadeiras irão apresentar em estreia,uma Canção inédita,elaborada especialmente para os Sem Abrigo, intitulada: «A Epopeia dos Sem Abrigo».

A destacar que na manhã deste mesmo dia, as Cantadeiras irão animar o Almoço de Natal da Escola de Tecnologia Naval do Alfeite (Laranjeiro), Convite que honrosamente aceitaram, apesar da «maratona» exaustiva encetada há uma semana, com Cantes diários. Hoje mesmo (Quinta), as Cantadeiras estiveram a animar a Festa de Natal dos Utentes da Alma Alentejana, realizada este ano nas instalações do Pragal. Para além dos seus Cantes Natalícios, as Cantadeiras apresentaram uma muito animada peça de Teatro alusiva ao Natal, muito aplaudida por todos os presentes.








Arte Verdadeira...

Surpreendente trabalho com palitos de dente (Amazing Work with Toothpicks)







Uma cidade em miniatura feita de milhões de palitos



Demorou Stan Munro (38) 6 anos a construir esta cidade de palito. Ele usou mais de 6 milhões de palitos e 170 litros de cola. Ele pode gastar até 6 meses para criar um edifício e cada uma de suas criações é construída a escala 1:164. Ele trabalha no Museu de Ciência e Tecnologia em Syracuse, Nova Iorque (E.U.A.). Olhe para as obras surpreendente de um dos homens mais paciente do mundo.