sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Francisco Louçã e José Castro Caldas no Espaço VOL - Convite


CONVITE

Dois economistas de renome, uma obra única! Francisco Louçã (professor universitário e coordenador do Bloco de Esquerda) e José Castro Caldas (investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra) apresentam esta segunda-feira, dia 1 de Março, pelas 21H30, no Espaço VOL, em Serpa, a recentíssima obra ECONOMIA(S).

Trata-se de um livro que serve para analisar e para compreender a Economia. E que é destinado não apenas aos que estudam nos primeiros anos do ensino superior, mas também aos que simplesmente querem saber como funcionam as economias modernas e quais são as teorias e os modelos que as tentam explicar. Uma ferramenta verdadeiramente útil nos tempos que correm. O livro é introdutório, não exige um grande conhecimento prévio da Economia ou da matemática, e está escrito para ser lido por qualquer pessoa interessada. Convida o leitor a pensar e a formar a sua opinião, a ler os principais autores da ciência económica, a conhecer os seus debates e teorias, a olhar para a realidade e para os números e a treinar-se nos principais instrumentos da economia.

Na mesma ocasião é inaugurada na Galeria do Espaço VOL uma exposição de pinturas do artista bejense António Caturra, intitulada A Luxúria da Cor, autor que por fim se juntará ao colectivo Restolhice para uma sessão de música popular alentejana.Entretanto, continua patente até 14 de Março, no vão da escada e na Cafetaria do Espaço VOL, a exposição de ilustrações Animais Complicados, de Ana Madureira.


Poesia Vadia no Café Lebistro em Almada


De: Poetas Almadenses (associação) - Convite: convidamos todos os que queiram partilhar as suas Poesias a juntarem-se a nós, como indicado nas imagens. Venha fazer novos amigos e ao mesmo tempo homenagear o amigo e Escritor - Poeta Alexandre Castanheira.



quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Celina Pereira uma Cabo-Verdiana merecedora de um nosso grande respeito

Já a conhecíamos e por uma ou outra vez a tínhamos apreciado, no seu inconfundível talento. Hoje, sem o esperamos, tivemos o prazer de a conhecer pessoalmente e, queremos deixá-lo aqui bem expresso, se o seu talento nos tinha surpreendido, a sua simplicidade ultrapassou todas as nossas expectativas. Ficámos amigos e estamos certos que este foi só o início de uma longa amizade, pela inconfundível linha de acção que nos une. Obrigado Celina.
Agora, dêm uma olhada a estes apontamentos que entretanto recolhi.


PRESERVAR A TRADIÇÃO NUM MUNDO EM MUDANÇA
A cantora Celina Pereira fala da tradição, da cultura, da música dos hábitos da terra que lhe viu nascer: Cabo Verde. Em Portugal onde reside há 34 anos, recria as tradições antigas da sua terra, reinventando histórias para adultos e crianças. Na sua opinião "esta é uma tradição que se estava a perder que é preciso preservar".
Em termos musicais considera que "perderam-se muitos géneros de que neste momento já só há memória em termos pontuais". É o caso da galope que é um ritmo de que neste momento não se conhece e o seu conteúdo, embora se saiba qual é o seu ritmo. A contradança, outra forma musical, de origem bretã, que junta música, dança e canto corre também o risco de desaparecer por completo se não for preservada. Esta forma musical só é praticada na ilha de S. Antão. O novo trabalho de Celina Pereira a ser lançado em Portugal trata-se de um album-livro ilustrado, acompanhado de um CD.
Foi pensado para ser utilizado na área da educação intercultural, onde a cantora e contadora de história está ligada fazendo parte do projecto intercultural em várias escolas onde estudam muitas crianças de origem africana. Ela não está apenas preocupada com os alunos provenientes ou de origem cabo verdiana. O livro álbum contém textos da sua autoria e a adaptação de dois contos de África, dos quais um é de Cabo Verde. Começa com histórias e termina com uma serenata. As cantigas são cantadas por crianças.
A edição do álbum está a cago de uma editora italiana e os contos foram ilustrado por uma italiana. Para além do lado lúdico do álbum, pode servir como guia de estudantes e educadores que queiram aprofundar alguns aspecto relacionados com a tradição oral de Cabo Verde. É uma grande perda para o património cultural de Cabo Verde e da humanidade se estas tradições não forem salvaguardadas. As recolhas de contos, das adivinhas e ditos populares foram iniciadas em Cabo Verde, tendo como a primeira fonte de informação a mãe. Depois acabou por estender a sua pesquisa vários países onde vivem e trabalham comunidades de Cabo Verde.
Este trabalho começou por curiosidade, por sentir necessidade de conhecer melhor alguns aspectos da cultura das ilhas. Esta pesquisa tem possibilitado Celina Pereira viajar por alguns países europeus onde há uma grande preocupação sobre as tradições orais de outros países como é o caso da Alemanha, Estados Unidos da América onde esteve a convite dos professores do programa de educação bilingue. Para registar toda a informação que vai ouvindo usa um gravador de micro-cassetes para gravar os contos, as adivinhas populares, os ditos populares e as diversas músicas da tradição oral que correm o risco de se perderem com o passar do tempo. É uma grande perda para o património cultural de Cabo Verde e da humanidade se estas tradições não forem salvaguardadas.
A mensagem tende a ser universal O seu primeiro trabalho de recuperação da memória das tradições orais foi reconhecido em Itália onde recebeu o seu primeiro prémio internacional, em 1991. Porém, a cantora e contadora de histórias revela uma certa mágoa pelo facto de não ter sido convidada para participar em festivais ou eventos culturais em Cabo Verde, o que lhe dava imensa alegria. Outras dificuldade com as quais tem de lidar é a falta de financiamentos e alguns problemas de ordem burocrática. Apesar de tudo a sua agenda continua com pelo menos três actividades previstas até Setembro de 2004. Em suma, a sua mensagem tende a ser universal.
Embora não seja antropóloga, a cantora considera ser esta vertente que lhe possibilita conhecer e divulgar melhor as origens das tradições orais de Cabo Verde que sempre a fascinaram e a fascinam. Celina Pereira está preocupada com o lado pedagógico e, ao mesmo tempo, pretende atingir um público mais vasto. Na opinião de Celina Pereira, "um contador de histórias não é só um narrador, tem de ser um actor." Para o efeito, tem de ter em conta que uma história engloba uma linguagem facial e gestual.

ESTÓRIA, ESTÓRIA RECUPERA HISTÓRIAS E JOGOS DE RODA CABO-VERDIANOS
A cantora cabo-verdiana Celina Pereira assina Estória, Estória… do Tambor a Blimundo, um áudio-livro que pretende recuperar o património expressivo das histórias e jogos de roda tradicionais africanos.
O livro, ilustrado com os apelativos desenhos da italiana Cláudia Melotti, contém textos da autoria de Celina Pereira bem como a adaptação de dois contos de África, dos quais um é de Cabo Verde.
O CD complementa o livro numa «versão falada» dos jogos e cantigas de roda, que entrelaçam as várias culturas e surgem escritos em português, italiano, inglês e crioulo.
As cantigas, cantadas por crianças, abrem a passagem à leitura dos contos e textos. O disco termina com uma serenata composta por mornas cabo-verdianas interpretadas pela própria autora do livro.
A obra, um instrumento pedagógico e lúdico, foi apresentada no passado dia 6 de Janeiro na sede do Instituto Camões. A voz das crianças e da autora Celina Pereira coloriram o lançamento de Estoria, Estoria... O evento contou com uma apresentação da obra feita por Celeste Correia e com o apoio do Instituto Camões, da IPSS, TABANKA ONLUS.

«Cantos e Contos», nas Escolas

Um novo trabalho de Celina Pereira, a mesclar música e contos tradicionais, foi lançado quinta-feira, dia 6, em Lisboa. Anunciado já no ano passado por "P14", trata-se de um audiolivro para o público infantil em que a cantora e educadora propõe "O Tambor", conto tradicional presente em vários países africanos, e a história bastante conhecida em Cabo Verde do boi Blimundo, que já incluíra num disco anterior, para além de alguns temas cantados, em que se incluem composições de Jotamonte e Eugénio Tavares.
Paralelamente ao seu trabalho em palco e estúdio, Celina Pereira alinha, desde há alguns anos, com a filosofia do pedagogo e violinista Yehudi Menuhin, que propunha combater a agressividade nas crianças através das artes. Assim, percorre escolas em Portugal - em particular aquelas em que as diferentes origens dos alunos tendem a gerar conflitos - contando histórias tradicionais e ensinando cantigas como forma de levar as crianças a conviver bem com as diferenças culturais.
O novo trabalho, com direcção artística de Zé Afonso e a participação de um coro de crianças, insere-se nesse contexto. Contou com a colaboração da ilustradora italiana Cláudia Melotti, que compôs para o livro um visual colorido e alegre, como se vê pelo detalhe da capa que reproduzimos.
Foi em 1990, com o LP Estória, Estória... No Arquipélago das Maravilhas, de 1990, que Celina Pereira deu a conhecer em disco o seu lado de contadora de histórias, num trabalho que contou com a cumplicidade de Paulino Vieira. Reeditado mais tarde em CD e em formato audiolivro (livro/cassete), esta obra trouxe vários prémios à cantora, na Itália, em Portugal e nos EUA, onde, no estado do Massachussets, veio a ser utilizado no ensino bilingue. "Através deste disco, fui parar à educação multicultural", afirma.
Pelo seu trabalho na área da educação e da cultura cabo-verdiana, Celina Pereira, foi condecorada, em 2003, com a medalha de mérito - grau comendadora - pelo presidente português, Jorge Sampaio.
«Sarawy» - interpretado por Celina Pereira, com letra da autoria de A. Rui Machado. A história de Cabo Verde e da sua solidariedade com outros povos. Música do CD «Música de Intervenção Cabo-Verdiana», de Alberto Rui Machado
«Entre Mornas e Fados» - Celina Pereira no espectáculo de celebração da Cidade Velha Património Nacional, com Bana - 24 Julho, 2009 em S. Jorge

«Blimundo» - com Vilma Vieira. No espectáculo «Entre Mornas e Fados», num tema prinipal de «Contos e Contos» e dos Áudio-Livros «Estória, Estória»

Poderão ver mais Fotos e Vídeos desta singular cantora e contadora de Contos em:
A terminar, só mais um «rebuçadinho...ora veja e ouça a seguir..
Canção ao Mar com Duarte





Teatro - A Casa de Bernarda Alba de Federico Garcia Lorca com o Grupo «O Grito» em Almada




É hoje, pelas 21,30h no Fórum Romeu Correia em Almada, que o grupo de teatro «O Grito», um grupo jovem que iniciou a sua actividade em 1995, no Centro Cultural e Desportivo de Pinhal Vidal, em Corroios (desde 2002 autonomizaram-se como Associação e estão, desde então, no Centro Cultural Juvenil de Stº Amaro, em Almada, freguesia do Laranjeiro), faz a sua terceira apresentação deste excelente trabalho do dramaturgo Federico Garcia Lorca.

Lorca, andaluzo, Poeta e dramaturgo, nasceu em Fonte de Vauqeros em 1898 e morreu em Granada em 1936, assassinado, ficando para a história como uma das primeiras vítimas da guerra civil espanhola.
As suas opções políticas e orientação sexual, abertamente assumidas, terão ditado a sua sorte na sociedade ferozmente conservadora do seu tempo. Cursou Direito na sua cidade natal, Granada, após o que se mudou para Madrid onde fez amizade com intelectuais e artistas seus contemporâneos como Luis Brunel e Salvador Dali. É ainda em Madrid que publica os seus primeiros Poemas. Estados Unidos da América e Cuba são outros dos lugares por onde passa ao longo da sua curta vida. «Mais perigoso com a caneta do que outros com o revólver», foi essa a sua sentença de morte.
Conhecido mundialmente como um dos mais notáveis Poetas do Século XX, integrando a chamada «geração dos 27», Lorca era dotado de uma personalidade extraordinariamente voltada para a arte, tendo feito também alguns trabalhos como compositor e alguns desenhos. Na escrita destacou-se também como dramaturgo.
O que nos retrata então «A Casa de Bernarda de Alba»?
Depois da morte de seu marido, Bernarda Alba impõe às suas cinco filhas, com luto, uma longa e rigorosa reclusão. Trata-se de um exagero de um costume real, de uma tradição levada a extremos.
«Nesta situação extrema, os conflitos, as forças, as paixões engrandecem-se, desenvolvem-se até à exasperação. Catalisador das forças encerradas na casa será a figura de Pepe Romano, noivo de Angústias, a filha mais velha, e objecto da paixão e desejo de Adela e Martírio, as mais novas, desencandeando-se assim uma disputa cruel e perigosa para conquistarem o amor desse homem, com consequências trágicas.
É sob esse contexto que Garcia Lorca nos transporta para um tema intemporal, onde a exigência dos padrões sociais falam sempre mais alto que a natureza humana, na sua face mais bondosa e nos catapultam para o sofrimento do quotidiano, aqui levado até ao limite.
Vemo-nos assim perante a eterna dualidade entre os padrões sociais e morais e a liberdade individual, num quadro em que a pressão da sociedade sobre o indivíduo, seja sob a forma da moral ou sob a forma dos costumes, pode conduzir, no limite, à tragédia, esta já não individual, mas social.
O tema é intemporal: nega-se a individualidade nas suas diferenças que constituem o colorido do todo social, para ajustar cada indivíduo a um padrão rigoroso, onde o sucesso tem malhas apertadas de beleza, de moda, etc, onde a exclusão social ganha quase sempre ».
Nesta versão de Lorca foi curiosamente escolhido pela sua Encenadora Anabela Neves, apresentar duas quadras que fazem parte da obra, mas duma forma cantada, num Coro de «alentejanos» constituído por: José Borralho, Daniel Marina, Francisco Sargento, Joaquim Avó, Adelino Pinto e Luis Moisão, ligados nomeadamente ao grupo Coral Etnográfico Amigos do Alentejo» do Feijó e Alma Alentejana (Almada), que «dão vida» aos «Ceifeiros de Alba» tão enlevadamente escutados pelas jovens do seu tempo, a quando do seu regresso do trabalho.
Mais uma noite de bom Teatro, na sequência do êxito alcançado nas duas apresentações anteriores deste Grupo em Paio Pires.

No ar ficam os «ecos» das vozes dos «Ceifeiros de Alba» , entoando:
Já vieram os ceifeiros/para cortar as espigas/batei, batei corações/nos olhos das raparigas.
Abram portas e janelas/as que não vêm o céu/o Ceifeiro pede rosas/para enfeitar o chapéu....

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Grupos de Animação Cultural da Alma Alentejana na CASCUZ em Sesimbra


A Convite da CASCUZ, centro de apoio a idosos situado no Zambujal (Sesimbra), irão ali dar o seu contributo, no próximo Domingo dia 28 de Fevereiro a partir das 15h, numa partilha alegre e fraterna, os seguintes grupos de animação cultural da Alma Alentejana (Almada):

1) Cantadeiras da Alma Alentejana

2) Cavaquinhos da Alma Alentejana

3) Sevilhanas da Alma Alentejana

Numa tarde em que irá ser dado destaque ao Cante Alentejano (Coral e Instrumental), animado muito particularmente pela entoação conjunta de modas bem conhecidas de todos em geral e onde o contributo dos residentes locais é sempre a preocupação dominante que ali nos leva, a encerrar as nossas «Sevilhanas», trajadas a rigor e comandadas por «Tony», irão como o costume pôr todos ao rubro, num fim de tarde cultural que costuma ser sempre bem animada.

É a primeira vez que nos deslocamos para actuações nesta zona, estando naturalmente criada uma enorme expectativa à volta da mesma - isto segundo os comentários que no local tenho até aqui recolhido - dado que já somos conhecidos por uma boa parte dos que nos convidam, pois há dois anos, quando festejaram o seu Aniversário, as Cantadeiras da Alma Alentejana convidaram para o mesmo, exactamente o Grupo Coral que faz parte desta associação. Criada a expectativa, vamos ver o que acontece.

O Alentejo não tem fim!

Reunião dos Grupos Corais Alentejanos da cintura de Lisboa na Casa do Alentejo em Lisboa


À semelhança do que vem efectuando há umas dezenas de anos, a Direcção da Casa do Alentejo acaba de convidar todos os Grupos Corais Alentejanos referidos para uma reunião a realizar no próximo dia 27 de Fevereiro, pelas 10,30h, na Sede desta associação em Lisboa.

A convocatória indica a seguinte ordem de trabalhos:

1 - Informações

1.1. Sobre Actividades da Casa do Alentejo para o ano 2010

1.2. Sobre a Calendarização e outros Compromissos dos Grupos para 2010

2 - Diversos

3 - Almoço Convívio a partir das 13,30h para todos os Participantes na Reunião


Nesta Reunião que tem como intuito dar a todos os Alentejanos presentes um ponto da situação da nossa Casa do Alentejo, é costume ainda «escutar» e discutir a situação actual dos Grupos Alentejanos nesta banda, preocupações e eventuais formas de apoio mútuo. Neste campo a Casa do Alentejo costuma realizar ao longo do ano, nas tardes de Sábado, encontros de Cante Alentejano, onde costumam ser convidados os Grupos Corais de todo o Alentejo.

Esta Reunião costuma ser presidida pelo Presidente da Casa do Alentejo e registámos no ano transacto, sob a direcção do Presidente Sr. João Proença, a presença de cerca de 30 Grupos Corais, reunindo mais de 50 pessoas.

A constatação quase generalizada no ano transacto foi a de que, infelizmente, o futuro que se augura para o Cante Alentejano não é o melhor, aqui e em todo o Alentejo. Apesar dos esforços desenvolvidos, nomeadamente no Alentejo a nível do Cante Alentejano nas Escolas locais, as perspectivas não são as melhores: os apoios vão diminuindo, a idade não perdoa e a falta de saúde e as privações da vida, «derrubam» até os mais fortes.

Veremos o que nos perspectiva este ano mais um convívio são e à moda Alentejana (animado e com muita discussão) que é para além do mais o que nos apraz registar.

O Alentejo não tem fim!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Grupo de Teatro «O Grito» em nova apresentação de «A Casa de Bernarda de Alba»





O Grupo de Teatro «O Grito» apresenta hoje pelas 2130h a sua peça «A Casa de Bernarda Alba», no Cine Teatro S.Vicente em Paio Pires (Seixal).
Esta peça tem uma particularidade de que aqui voltaremos a falar mais em pormenor. Escrita por Garcia Lorca, decorre em tempos da guerra civil em Espanha, em que uma senhora (Bernarda Alba) fica viúva com cinco filhas na idade casamenteira, as quais procura controlar rigorosamente nos seus ímpetos e devaneios amorosos.
Contudo, com a conivência da sua aia, elas estão atentas ao que se passa no exterior e todos os dias observam os trabalhadores do campo que regressam das suas lides.
Na peça, numa dada altura elas esperam a chegada dos Ceifeiros no seu regresso do campo, que, segundo Garcia Lorca, entoavam estas duas estrofes:
Já vieram os ceifeiros

para cortar as espigas;

batei, batei, corações,

nos olhos das raparigas.


Abram portas e janelas

as que não vêem o céu.

O ceifeiro pede rosas

para enfeitar o chapéu


A Convite do Grupo «O Grito» endereçado à Alma Alentejana, estas são cantadas por um grupo de «cantadores improvisados»:
José Borralho (do Grupop Coral Etnográfico Amigos do Alentejo do Feijó); Daniel Marina (idem); Luis Moisão (idem e Ensaiador das Cantadeiras da Alma Alentejana); Adelino Pinto(ensaiador dos Cavaquinhos da Alma Alentejana); Joaquim Avó (ex- Presidente da Alma

Alentejana)