
terça-feira, 13 de julho de 2010
Preciso de Alguém...A Amizade é quase impossível?
Não sei se ele «ria muito» como diz, lembro-me bem, isso sim, que me «fazia rir muito»... Recebi de um Amigo e aí está para todos, em especial para aqueles que prezam e defendem os valores da Amizade...


segunda-feira, 12 de julho de 2010
Alta Costura...As Mãos de Minha Mãe !

Mamã !
Nesta carta que te escrevo, Mamã !
Toda feita de ternura
e repleta de saudade,
vai a minha alma também
junto a ti, à Eternidade !
Não vai limpa de pecados
pura, simples, singela,
como nos tempos passados
em que ao teu colo menino,
embalavas com doçura
o frágil corpito dela.
Não vai como nessa idade,
em que ao som de uma canção,
bem juntinha ao coração,
lhe dizias que no céu,
- onde há tanto tempo moras –
vivia lá uma estrela,
toda envolta em graça e luz
para o teu Menino Jesus.
E o teu Menino Jesus...era Eu !
Ah ! Mamã, se adivinhasses
este mundo duro e cru
em que só tenho vivido...
Nunca o teu virginal ventre
de Mãe, Senhora e Mulher,
teria gerado, criado e parido,
este farrapo de ser...
Falripas de Minha Mãe – Volume 2
Luis – Ano 2001-03-07
Alta Costura...As Mãos de Minha Mãe...
Vem, Minha Mãe!...Mãe! Encerra tal grandeza
este nome pequenino
que a mulher que dele se preza
tem nele um nome divino!
Agora tenho fome...
de te ouvir.
Tenho fome...
de te ver rir...
amor sublime
que nada pediste
e muito me ofereceste.
Vem minha Mãe
vem de novo
embalar-me
aconchegar-me
dar-me de comer...
Vem minha Mãe
digo-o com força
com alma
com fúria...
Arrancarei do peito
a palavra Amor
toda inteira e pura
para a teus pés depor...
Vem minha Mãe
pela noite escura...
Vem minha Mãe
pela manhã clara...
Vem minha Mãe!...
Vem !...
Falripas de Minha Mãe – Volume 3
Luis – Ano 2003
Alta Costura...As Mãos de Minha Mãe !...
Sempre Menino !...É como o andar do menino, a vida do homem no mundo...
De queda em queda, ele tomba e se levanta.
Reergue-se e recai, braceja e rodopia. Mas uma hora vem em que se triunfa e se encaminha, para os braços dos pais que o beijam e lhe sorriem.
Anda no chão, como burrinho, enquanto não chega o homem...
As mãos esvoaçam-lhe como asas mal crescidas, que ainda falham no ensaio dos primeiros voos.
E se de pé, um instante, se firma e permanece, logo sobre os pés recai e se lastima...
E rola no tapete, que é uma primavera de rosas, ou se fere a chorar, no soalho pobre da casa.
São estes os caminhos por onde o homem abre a viagem...
E no pó que lhe ergue o bibe, quando brinca ou quando cai, ele faz a primeira lama, com lágrimas de inocência...
Gotas de sangue e de leite, sorrisos e lágrimas, orvalham aquele mundo pequenino e abençoado (quase do tamanho do seu berço...), que ele rodeia e palmilha, ora a rir ora a chorar, à volta de sua Mãe para quem galreja, a doçura da primeira fala, na hora do primeiro passo...
Cresce... E toda a luz – fogo que seja e queime – lhe parece flor e fruto, a quem lança as mãos e os lábios...
E assim vai vivendo, a vida triste deste mundo, caindo e levantando-se, entre derrotas e vitórias, até que chega a velhice a prender-lhe, outra vez, o passo...
E de novo se vê menino...
Se olha então a sua vida e vê, com dor, gotas de pranto ou de sangue que espalhou no mundo, a contrição aparece a renovar o tempo, em que o choro e o sangue eram tributos de inocência...
E as lágrimas caem na terra dos maus caminhos percorridos...
Que os desesperados se acalmem e se confortem, porque até da má poeira se faz terra boa...quando se amassa nas lágrimas do arrependimento...
Falripas de Minha Mãe – Volume 1
Luis –Ano 2002-11-11
7 dos Maiores «Buracos» do Mundo...
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