quarta-feira, 14 de julho de 2010

Um bom exercício para o nosso cérebro...

Ora aí está, enviado por mais um Amigo, um bom exercício para o nosso cérebro, Experimente e vai ver que a princípio talvez não consiga ler parte do que está escrito, mas se insistir, «ele» vai lá buscar...é só treinar um pouco...e o treino é tudo, nomeadamente em matéria de «cerebro»...


terça-feira, 13 de julho de 2010

Violas Campaniças da Alma Alentejana - Síntese da Actuação na XI Semana Cultural do Laranjeiro

«Mais vale quem quer, do que quem pode»... ainda tem dúvidas? Pois olhe para este exemplo vivo...

O Grupo de Violas Campaniças no decorrer da sua actuação no Palco da Escola EB1 Nº2 do Laranjeiro

Reparem na atenção que é dada ao «Mestre» Ricardo Fonseca...

Foi no dia 10 de Julho que se realizou o 2º Concerto do grupo de Violas Campaniças da Alma Alentejana, que animou uma boa plateia, tocando e cantando as Modas Alentejanas:
1) Ribeira vai cheia
2)Oliveirinha da Serra
3)Alecrim
4) Ó rama, ó que linda rama
5) Moças façam arquinhos
E a pedido do público, mais uma.
6) Menina estás à janela
Numa noite quente, uma actuação à sua medida. Aguardemos a evolução destes «jovens músicos» que não puderam aceitar um Convite que lhes foi feito para actuarem na Liga de Amigos da Mina de S. Domingos em Sacavém, no dia 12 Setembro; segundo as razões expostas pelo seu Professor Ricardo Fonseca, devido a férias e à necessidade de mais ensaios.
Um destaque especial registado por parte do Cantor Naia, para o elemento mais jovem do grupo, o Pedro Luis, num grupo em que todos estão de parabéns por terem conseguido assimilar tão rapidamente o que lhes foi transmitido. O Alentejo está em festa!
O Alentejo não tem fim!

A Exemplo da Sementinha...


A Lição da Semente ...

- Toma a tua enxada, homem;
transforma a terra em pão
e a angústia em Paz,
da que trazes no coração !

De que te serve o orgulho,
riqueza, vã glória, fama
se no termo da jornada,
só te resta pó e lama ?

Diante da perplexidade dos ouvintes, falou Jesus convincente:
- Em verdade, é muito difícil vencer os aflitivos cuidados da vida humana. Para onde se voltem os nossos olhos, encontramos a guerra, a incompreensão, a injustiça e o sofrimento. No Templo, que é o Lar do Senhor, comparecem o orgulho e a vaidade nos ricos, o ódio e a revolta nos pobres. Nem sempre é possível trazer o coração limpo e puro como seria de desejar, porque há espinheiros, lamaçais e serpentes que nos rodeiam. Entretanto, a ideia do Reino Divino é assim como a semente minúscula do trigo. Quase imperceptível é lançada à terra, suportando-lhe o peso e os detritos, mas, se germina, a pressão e as impurezas do solo não lhe paralisam a marcha. Atravessa o chão escuro e, embora dele retire, em grande parte, o alimento, o seu impulso de procurar a luz de cima é dominante. Desde então, haja sol ou chuva, faça dia ou noite, trabalha sem cessar no próprio crescimento e, nessa ânsia de subir, frutifica para o bem de todos. O aprendiz que sentiu a felicidade do avivamento interior que ocorre à semente de trigo, observa que longas raízes o prendem às inibições terrestres... Sabe que a maldade e a suspeita lhe rondam os passos, que a dor é ameaça constante; todavia, experimenta, acima de tudo, o impulso da ascensão e não mais consegue deter-se.
Age constantemente na esfera de que se fez peregrino, em favor do bem geral. Não encontra seduções irresistíveis nas flores da jornada.
O reencontro com a Divindade, de que se reconhece venturoso herdeiro, constitui-lhe objectivo imutável e não mais descansa, na marcha, como se uma luz consumidora e ardente lhe torturasse o coração. Sem perceber, produz frutos de esperança, bondade, amor e salvação, porque jamais recua para contar os benefícios de que se fez instrumento fiel. A visão do Pai é a preocupação obcecante que lhe vibra na alma de filho saudoso.

O Mestre silenciou por momentos e concluiu:

- Em razão disso, ainda que o discípulo guarde os pés encarcerados no lodo da Terra, o trabalho infatigável do bem, no lugar em que se encontra, é o traço indiscutível da sua elevação. Conheceremos as árvores pelos frutos e identificamos o operário do Céu pelos serviços em que se exprime.

Nessa altura Pedro interferiu perguntando:
- Senhor, que dizer, então, daqueles que conhecem os sagrados princípios da Caridade e os não praticam ?

Esboçou Jesus manifesta satisfação no olhar e elucidou:

- Esses, Simão, representam sementes que dormem, apesar de projectadas no seio dadivoso da Terra. Guardarão consigo preciosos valores do Céu, mas jazem inúteis por muito tempo. Estejamos porém, convictos de que os aguaceiros e furacões passarão por elas, renovando-lhes a posição no solo, e elas germinarão, vitoriosas, um dia. Nos campos do Nosso Pai, há milhões de almas assim, aguardando as tempestades renovadoras da experiência, para que se dirijam à glória do futuro. Auxiliemo-las com amor e prossigamos, por nossa vez, olhando em frente !

Em seguida, ante o silêncio de todos, Jesus abençoou a pequena assembleia familiar e partiu...





Falripas de Jesus – Volume 1

Luis – 2001-02-19

Alta Costura...As Mãos de Minha Mãe...


Uma Lágrima Escondida ...

Já não vejo da Terra
senão sombras e rios.
Sinto um mar de penas
bailando em meu redor.
Luas imensas passei
sempre esperando.
No deserto frio,
um pouco de luar !

Frágil figura, embarcação
sem mar.
Rio deslizando
ao vendaval da dor.
Horizontes, esperança revivida
de me encontrar contigo.
Em ondas de amor,
de silêncio, de paixão.

Desperto...desperto, ainda sozinho,
sem raio de luz,
nem estrela, nem luar.
Gota a gota os dias vão passando
sereno, deserto,
porvir ou passado.
Braços vazios, roseiras de enfeitar,
horas contadas, contidas,
contidas.
No deslizar suave duma...
lágrima escondida !






Falripas de Minha Mãe – Volume 2

Luis –
2001-01-06

Sempre a Sonhar !...

Logo de manhã era uma alegria por toda a casa. Em tempo de aulas, então essa alegria redobrava, com as canções e o riso daquelas três raparigas tão puras como flores de abrir.
Ainda o sol espreitava por detrás das árvores do jardim próximo, já elas andavam pelo corredor, com os cabelos em desalinho, aconchegadas em pijamas gaiatos, numa correria de lavagens e de preparativos para a saída.
Depois, já prontas, tendo tomado à pressa uma refeição ligeira, lá iam a caminho das suas tarefas, contentes com a frescura da manhã e com a simplicidade da vida.
Manuela, de livros debaixo do braço, e em passo miudinho, seguia por várias ruas
Levando na alma o sonho alegre da noite que findara – deslumbrada com o sol que lhe doirava os olhos e o cabelo.
Mariana, um pouco mais nova e menos afortunada, caminhava sob os seus verdes anos, a caminho da sua aprendizagem de costureira.
Fátima, a mais novinha e ainda com apenas dez anitos de idade, atravessava o pequeno jardim frontal ao seu local de trabalho na aprendizagem na conservatória do registo civil local, cheio de sombras e do chilro dos pássaros.
Quase sempre encontravam amigas, e então, sem alterar a caminhada saltitante, discutiam as lições, os pontos de costura, ou os registos e certidões de nascimento.
Nem uma palavra triste, nem um desalento, nem uma sombra; tudo corria numa torreira de felicidade...
Pobres, sem haver na sua família um fio de indignidade, viviam, como dissera a tia Mariana, «na graça de Deus e do Demónio».
- «Não quero aqui namoros, entenderam ? Eu que sonhe, que lhes ponho a cara num bolo!» - dizia a mãe , a D. Ana, toda ela uma pilha de nervos...
Toda se calavam e se submetiam. Mesmo a Manuela, já mais velha e audaciosa por temperamento, se resignava também ao cumprimento daquela ordem.
Através dos livros da catequese e das insinuações que a mãe lhes atirava quando se referia ao assédio dos rapazes, conheciam já todo o mistério da vida; sabiam, todas elas, que guardavam em si um preconceito sagrado – a honra – e sabiam, também, que a pobreza em que viviam não lhes permitiria calar o vexame de qualquer leviandade. Por isso, talvez, procuravam fugir da tentações do amor.
Mas... sonhavam, sonhavam sim, num futuro longínquo em que haveria um lar que lhes pertenceria pelo coração; sonhavam, sim, na vaga figura de um homem, todo elegância e amor, que as levaria de braço dado por sombras floridas de jardins eternos...
Sempre... sempre a sonhar !...


Falripas de Sonho

Luis – 2002-11-12

Alta Costura...As Mãos de Minha Mãe!


Mãezinha !

Mãezinha, minha Mãe;
porque me deixaste ?

Foste e nada disseste,
partiste para o além,
nem o meu rosto beijaste,
diz-me Mãezinha,
porque o fizeste ?

Querias-me muito, eu sei bem,
ainda sinto na alma esse querer,
desde o ventre onde fui nado;
também eu com lábios, sem
jamais balbuciarem - Mãe -, a sofrer
vagueio num mundo atormentado.

Dizem que foi Deus que te levou,
que me tornou um enjeitado;
não ; não creio que possa haver,
um Deus que nos condenou,
a ti por me teres amado,
a mim por te ver sofrer !

Mãezinha, minha Mãe;
Quando nos voltaremos a encontrar ?
Sabes... Mãezinha...
É que as saudades são tantas !




Falripas de Minha Mãe – Volume 2

Luis – 2001-03-07

EL CONDOR PASA

...o Condor passa...e a música fica...




http://www.youtube.com/watch?v=CtUZzCe6-bk